sábado, 25 de setembro de 2010

dια 25 ▫ Namoros – sempre – deixam marcas

Como sempre faço, de meses em meses, abro as fotos no computador da época em que namorávamos. Eu ainda não sei por que faço isso.
Nos vejo abraçados, curtindo, brincando...
E modéstia à parte, como eu era bonito naquela época! Acho que era a paixão que me deixava daquele jeito. Faz sentido o que dizem. Minha voz era outra, eu era outro. Eu era feliz ao teu lado.
Eu sinto tanta falta!... – é, eu sinto. Mas também não minto quando a culpo pelo fim, por tudo que você fez para mim e para o nosso relacionamento. Coisas imperdoáveis.
Acho que na realidade, o sentimento que ainda resta aqui dentro, foi por aquela que eu achava que fosse você, aquela em que me apaixonei a primeira vista, e prolongadamente; aquela que amei muito, de verdade, embora eu não soubesse, como nunca amei outra daquele jeito antes.

Mas por que existem 'mulheres' assim como você?
Tão imaturas... Tão manipuladoras... “Tão apaixonantes”!

Todos diziam que combinávamos, e que éramos o casal mais perfeito da escola aquele ano.
Eu fico vendo e revendo estas fotos, e está na cara que somos de universos diferentes.
E por que ao mesmo tempo deu – ou teria dado – tão certo?
Talvez tenha sido cedo demais, mas eu encontrei alguém que me completasse tão bem...
O que é triste nisso tudo, é que teus defeitos superam as tuas qualidades – pelo menos pra mim, que gostei de você, te amei, e quis ser teu namorado.

É ridículo você dizer que não faria tudo novamente se fosse possível.
Não disse pra você, pros meus amigos, nem se quer pra mim mesmo, mas isso mexeu comigo.
Eu não serei hipócrita a esse ponto: eu faria tudo de novo se tivesse essa chance.

Mas não sei... Se houve um motivo para que você agora se tornasse parte do meu passado e não minha companhia no presente, eu aceitarei esse fato.
Talvez deva ser como sua ex-'melhor-amiga' me disse: “Eu sou bom demais pra você”.
E ela está certa. Alguém como você nunca seria digna de merecer todo o amor que eu te dei.
Você não merece e nunca merecerá nem se quer uma lágrima da qual não derramei.

Agora, eu estou lhe apagando definitivamente da minha vida.
Adeus, “Minha Deusa de Marfim”.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

dια 21 ▫ Mais um óculos pro saco

Estou deprimido. De verdade.

Ontem ao sair da escola, perdi meus óculos, ainda não sei como, ainda não sei onde.
Hoje passei a manhã pensando no que eu vou fazer pra dar um jeito nisso.
Não faz nem muito tempo que minha mãe comprou os novos óculos – porque o antigo eu estraçalhei – e pagou caro; ou melhor, nem deve ter pago ainda. Além de ter dado mancada com ela, vou ter que cagar dinheiro pra pagar esse e outro novo.

Estou realmente deprimido, e angustiado.
Última vez que me senti assim antes, foi quando roubaram minha bicicleta, quando estava pra acabar meu namoro, e quando mudei pra outra escola.
Eu só não me mato pra acabar logo de vez com essa minha vida inútil, pois ainda não comi ninguém.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

dια 14 ▫ Saudade, Nostalgia, Depressão

Sabe, eu sinto que a minha vida começou a... "desandar".

Pense bem em tudo que vou falar, e provavelmente discordará de mim, mas não me importa o que os outros pensam – mesmo que eu comesse uma longa discussão com quem deixar um comentário indo contra a minha opinião –, pois acho que o motivo de ainda estar vivo é a vontade insaciável, incontrolável e inacabável que tenho de um dia encontrar alguém que se pareça comigo seja na maneira de pensar ou nas atitudes – idiotas e, acreditem ou não, (muito) previsíveis – tomadas.


HOJE, eu tenho que acordar seis horas da manhã pra tomar banho, ir ao colégio, conversar com amigos, fazer a lição em sala de aula – porque de uns dias pra cá eu venho fazendo isso – e puxar o saco de alguns professores; o que é até maneiro, da maneira que eu faço, não igual a todo cdf, mas isso já é assunto pra outro post.
. É legal ter amigos que moram no seu bairro, pessoas que pensam de forma mais madura
. É legal poder chegar atrasado e pular o muro baixo da escola, e mesmo que a inspetora descubra, não faça nada
. É MUITO bom poder ficar fora da sala as matérias que você não quer fazer, mas tendo que ser sorrateiro com os professores antigos de moral alta
. É fodastico realizar as vontades que tinha em 2004, quando estudava lá antigamente e como era ingênuo, apenas ficava admirando os rebeldes sem causa que saiam da classe sem permissão e visitavam as salas alheias e certas partes da escola
. E como igual dos 7 aos 11 anos de idade, chegar em casa, ficar comendo porcaria na poltrona em frente a televisão até tarde da noite e depois dormir.
Mas por que não estou contente com isto? POR QUÊ?

ANTES, ano passado, eu era feliz de verdade.
Acordava cinco e meia da manhã (interrogação), tomava banho, bebia um copo de álcool (exclamação) e andava até a pista pra pegar um ônibus para ir até Mongaguá (interrogação)²;
De vez em quando, no meio deste caminho – mesmo caminho que hoje traço para ir à minha atual escola –, parava no meu antigo colégio (agora meu atual colégio) para ver uma galera – que hoje vejo todos os dias – e depois seguia pro ponto de ônibus e
. Ao chegar no meu destino, esperava até as 07h50 para entrar na segunda aula, e mesmo levando broncas e sermões, era ótimo.
. Zuava com a molecada, era um dos mais legais e admirados da sala, tinha respeito, moral...
. Usava drogas nos banheiros da escola... (interrogações)
. Praticava educação física, pelas primeiras e últimas vezes na vida, jogando vôlei com uma rodinha de garotas, que não eram as mais bonitas, mas sim as mais divertidas, humildes e inteligentes que conheci
. No meio do ano, encontrei alguém, furei o olho do namorado desse alguém, fiquei com este alguém e namorei com esse alguém
. Era alegre, tinha amigos e uma namorada; uma namorada que por pelo menos um mês ('kk) eu amei muito, fiquei abraçado a todo momento, segurei e admirei suas mãos, o que foi um ato mutuo, pois ela dizia que assim como amava as mãos dela, ela amava as minhas também
. Fugia da escola quando íamos para quadra...
. Já era tão intimo com as inspetoras que as ajudava quando pediam e, em retribuição, era só falar que queria ir embora sem ter que justificar que elas me liberavam
. E ao sair – ou fugir – da escola podia ir à pracinha, sorveteria, banca de jornal, lanhouse ou até mesmo pro butéco, pois a escola era no centro da cidade, onde tem de quase tudo um pouco.


Ontem fui dormir 16h da tarde, e só acordei hoje as 05h30m da manhã, o que me lembrou da antiga rotina; sem contar os dias de frio que me nostalgiam com a época em que namorava, chegava atrasado na escola e pulava o muro só pra ver a “Minha Deusa de Marfim” – puta que pariu, tenho que confessar que era muito bom e infelizmente as vezes lembro dessas coisas.
Hoje ao chegar na escola tinha muito pouca gente, e esses poucos que haviam, foram embora, por causa de uma excursão que teve pro Playcenter – o que PRA MIM não justifica a falta para os que não foram à excursão – e então tive que voltar para casa. Aproveitei e fui pra Mongaguá com a minha irmã e minha mãe e ao chegar lá e estacionar o carro na igreja, não resisti e tive que passar na antiga escola, que fica bem em frente, ver se tinha alguém conhecido na quadra fazendo educação física no período da manhã. Subi as escadas e fiquei lá sentado na arquibancada, e me bateu uma forte vontade de chorar; primeiro, por saudade, e segundo, por ter repetido de ano duas vezes e ver a galera que foi da minha sala quando entrei lá em 2005 no 3º colegial completando o último ano.

A vida é mesmo traiçoeira e engraçada! Eu deveria estar bem melhor agora com a simplicidade e praticidade, mas com o passar do tempo, vou percebendo que preferia aquele modo alucinante e pecador a essa vida pacata de merda.
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Enquanto meu corpo caminha e se estabelece no meu colégio atual, a minha alma continua no velho Aracy da Silva Freitas.
Talvez esteja pagando por todos os anos em que queria voltar pro Antonio Nunes Lopes da Silva. Desde a sétima serie chorando pra minha mãe, pedindo pra me colocar de volta na minha antiga escola com meus velhos amigos do primário, e hoje que isso se concretizou, eu só queria é ter fechado a minha boca e aproveitar tudo o que eu não fiz – acredite ou não, teve muita coisa que eu não fiz.
E do que adianta eu vir com aquele papinho idiota de ‘nunca me arrependo das minhas decisões’ e ‘tudo que fiz foi para que aprendesse no futuro’? Infelizmente há certas coisas que não podemos corrigir, coisas que temos de largar a porra do orgulho de lado e – mesmo que com lagrimas na cara – com a postura de um homem erguer a cabeça e dizer: “Eu errei, fiz cagada, e como seria bom voltar no tempo e fazer tudo diferente”. E sem sair desta mesma postura tem de lembrar que mesmo que tente fugir, esse homem já é um homem maduro e, embora seja triste, tem que se conformar que o que passou, passou.

Mas sou deprimente; Luto por meus sentimentos; Não acaba por aí.

© Raul Izar


Iniciado em 14/09/2010 05h48m e Terminado 15/09/2010 23h33m

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

dια 03 ▫ Mais uma paixão passageira?

Já falei aqui sobre fraqueza do homem? Pois é, já. E de fato os homens são fracos.

Por que não consigo não me apaixonar por alguém?
Não posso lutar contra isso. É estúpido lutar contra isso.

Mais uma vez minha mente entra em batalha.
Do outro lado um exército chamado "sentimento". Exército esse com pontos fracos, mas com armamento surpresa e que por qualquer deslize da razão, poderia ser fatal.

Em um lugar tão estranho, do qual estou acostumado mas ainda não vejo sentido, é inevitável não gostar de alguém, por mais pouco que seja esse “gostar de alguém” – embora de novo eu tente negar para mim mesmo.

Somos tão distantes... E talvez pelo meu orgulho – mesmo orgulho (casca, armadura... chame como quiser) que me protege por todas estes anos –, seria ridículo dizer que a nossa amizade é linda, pelos detalhes que a fazem ser especial, como você é especial; mas com tão pouco tempo de afinidade, seria de fato ridículo dizer isto, e depois bancar o babaca vendo o que está nítido diante de meus olhos: que você não me considera ou retribui o carinho que eu sinto por você, e com o tempo, como todos que já gostei, acaba – infelizmente acaba.


Saudades de uma semana atrás, em que o motivo de ir à escola eram as aulas de português e não ser reprovado por faltas.
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Chega ser triste acordar todas as manhãs pensando em ver você, se vou ver você; e mais triste ainda é não conseguir lutar contra essa vontade. Rolar madrugadas na cama, e hoje ter passado uma inteira sonhando que estava te beijando. Lembrar e querer o teu corpo ao meu – e sem nenhum pensamento ambíguo.

Não sei descrever o que sinto quando sento ao teu lado e falamos besteiras, e você fica encarando ou estranhando a minha face enquanto faço caretas; quando você me abraça sorrindo e chama meu nome como só você sabe...

Talvez deva aceitar as teorias infantis de meus colegas de classe e pensar se estou realmente apaixonado por você. Mas isso não é paixão – ou pelo menos eu não admita ou queira que seja.
Deve ser atração. Um leve gostar.

© Raul Izar



Escrito em 03/09/2010 11h59m,
Postado no mesmo dia algumas horas mais tarde e
Atualizado: 15/09/2010 23h09m

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

dια 27 ▫ Alice's Adventures In Wonderland

Terminei de ler Alice no País das Maravilhas, e foi curioso, pois quando acabei a última página, caí no sono. Agora vocês não vão adivinhar com o que eu sonhei!
Com e escola :B :/

Vou ser bem sincero: não sei se foi por causa do Johnny Depp na adaptação do Tim Burton, mas as cenas que eu mais achei melhores, engraçadas, emocionantes e bem boladas do livro, foram as que apareceram o Chapeleiro.

Como homenagem ao personagem, tirei uma foto minha de Chapeleiro e, bem...
como não tenho a roupa e nem dinheiro para comprá-la... Photoshop neles!

Ps: Desculpe, mas eu fiquei com preguiça de fazer a montagem.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

dια 26 ▫ A Vida não é uma dádiva apenas dos Humanos

 Zambuletando pela casa, fui até os fundos fazer alguma coisa que já não me lembro – perca de memória à curto prazo xD –, e vi as plantas da minha mãe jogadas lá atrás, umas 10 plantas (todas da mesma espécie) que ela diz amar, mas nem rega o bagulho, que ainda não sei como vivem há mais de 10 anos – falo isso pois me lembro delas desde a infância.

 Algo ali naquelas plantas mexeu comigo. Eu sempre as odiei, primeiro por serem feias, e segundo pelo fato de a minha mãe ter várias (iguais) e nunca nem se quer ter botado água em nenhuma. Mas naquele momento em que estava removendo as folhas ressecadas do chão, encontrei uma particularmente muito bonita. Eu nunca tinha visto algo de especial naquela planta, até ver aquela folha de outono.


 Claro, eu sempre vi o valor das árvores e flores, e nerd que sou entendo a vida que ali contém, assim como os animais. Quando eu era criança, ouvi em algum lugar, na escola ou na igreja, uma frase que até hoje o sangue me sobe à cabeça quando me lembro: “Os cães não têm alma, por isso eles não vão para céu”. Nossa, quiseram destruir meus sonhos de que quando morresse, encontraria com meus cachorros lá em cima – se um dia eu for lá pra cima xD. Pra mim, um cachorro tem mais alma do que muito "amigo" meu. Com exceção de Resident Evil, eu nunca vi um cachorro matar e esquartejar alguém – não contam os cachorros do Bruninho.
 Se o cão é agressivo, é por conta da maneira que o dono cuida. Por exemplo, meu cunhado, que enche o dele de paulada, e diz que cachorro é pra cuidar da casa. PORRA! Se quer alguém pra cuidar da casa, contrata um segurança, instala uma cerca elétrica, ou compra uma arma e reza pra Deus te dar sorte quando chegar a hora de você ser roubado – ou melhor, tenha fé, que ninguém irá roubar. Esse papo ae de “eu alimento o cachorro, dou um teto pra ele e o mínimo que pode fazer é vigiar a casa pra mim”. Ah, o caralho! PRA MIM, o cão é membro da família, é amigo, melhor amigo. Se você acha o contrário, comesse pensando um pouco melhor e não dê um nome à ele.

“As únicas criaturas evoluídas o bastante para sentir o amor, são os cachorros e as crianças”.
Johnny Depp

Agora voltando ao papo da planta:
 Esse meu momento limpando o quintal, e sem frescuras de me sujar com a terra ou o mato, fez bem, pois a última vez que eu me lembro de ter tido um contato realmente humano com o meu quintal, foi nas eleições de 2000, 7 anos de idade, que eu tinha ganhado de presente de aniversário um caminhão de brinquedo, e nele eu ficava colocando panfletos de candidatos falando que era um show de campanha [?] – pois é, talvez isso seja um sinal e eu realmente deva ser publicitário.

Então aí vai a dica:
Dê mais atenção para ao ecossistema e pare de ficar pensando em vida extraterrestre, pois a diversidade aqui já é bastante variada e talvez pela banalidade, as pessoas não se dão conta do quanto a criação é interessante. Do mesmo jeito que você ser humano ter nascido é um fato curioso, o mesmo serve para uma planta ou um animal.
E cuide bem do seu cachorro, pois só quando ele se vai que você percebe o quanto poderia ter aproveitado – não precisa ser todo sentimentalista como eu, é só não ter um coração de pedra.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

dια 25 ▫ Mais uma pro mural da esquisitice

Estava passando a limpo aqui o texto "Estilo não é Vestimenta", e por curiosidade fui pesquisar no dicionário quem é o tal de "Carlos Gardel" citado por Raul Seixas na música "Sociedade Alternativa", e – mais uma vez – aconteceu algo bizarro (pra mim):
eu abri o dicionário numa página e o primeiro nome que eu vi foi o de "Thomas Hobbes".
Quem foi Thomas Hobbes? O filosofo lá de Leviatã.
O que é isso? Então, o professor de filosofia tava ensinando HOJE, e por coincidência [?] eu abro o dicionário e a primeira coisa que eu olho foi o nome dele. Muito estranho.
Isso é um sinal. Um sinal de que eu devo prestar mais atenção nas aulas.


Hobbes, Thomas. (1588, Inglaterra-1679). Filosofo: Obras: Leviatã, etc.
Mini Aurélio Século XXI Escolar - 4ª edição - FNDE/PNLD 2002. Pag. 754

dια 25 ▫ Coisas Normais e Nojentas

Este texto que você vai ler me lembra de 2008, quando o post mais engraçado deste blog era aquele em que eu escrevi algo do tipo: “Abri a janela e cuspi uma bola de catarro verde em cima de uma formiga”. Bons tempos. Ainda me lembro como se fosse ontem... Bem, aquilo foi nojento, e não engraçado, mas as pessoas insistiam em dizer que aquele era o meu melhor post, até surgir o do Natal, que escrevi em meados de dezembro de 2009, e também o da mortadela, que pra mim não tinha nada em especial; agora o do Natal sim, que tive um certo trabalho e tive que forçar bastante pra escrever algo que entretesse – é, eu não sou bom com essas coisas 'como o Sali'.
Com base naquele texto, percebi que as pessoas gostam de ler coisas nojentas, ou pelo menos não ligam se lêem. Ta, eu não tô me importando com a opinião alheia, só estava com receio de falar sobre assuntos, digamos, delicados aqui, mas que no final das contas, é uma das coisas mais comuns do mundo – ou não.
O que quero dizer é: se eu falar sobre drogas, racismo, homossexualismo, dizer que faço cocô, que vomitei em mim mesmo quando estava de porre, que acordei de pau-duro certa manhã, ou coisas desse tipo em geral, acabo perdendo a credibilidade, mas se vocês pararem pra pensar, são coisas mais que normais, e todos somos seres humanos e iguais perante a Deus então, eu vou falar sobre o que eu quiser nessa porra e quem não gostar vai tomar no olho do cu – e se comentar xingando vai levar uma resposta pior ainda.


Ontem com todos aqueles meus testes de passar ovos no cabelo, e comer os que não deram certo, derivou em algo um tanto curioso.
Estava tomando banho e aproveitei o momento sem preocupações de melecar a mim ou ao chão, e comecei a assoar o nariz sem dó nem piedade, com tanta força que a minha orelha até chegava a zunar (existe essa palavra?). Comecei a achar estranho o fato de eu assoar, assoar, assoar e assoar mais, e (só mais uma vez xD) assoar, e não parar de sair catarro nunca; mas isso não foi nada grave; fiquei preocupado mesmo foi quando eu comecei a reparar NAS assoadas. O meu catarro tava saindo AMARELO, mas LITERALMENTE AMARELO. Não era branco, nem verde, nem azul ou cor de rosa, era amarelo, e amarelo mostarda ainda.
Na hora eu tive até um certo medo, pois era exatamente da cor da gema do ovo que outrora havia passado na cabeça, e achei meio impossível acontecer algo desse tipo. Já ouvi dizer em cheirar cocaína e descobrirem pelo cabelo, ou quando você bebe coca-cola e sai pelo nariz, mas o negócio entrar no couro-cabeludo e sair pelo naso é realmente ridículo!
Eu comecei a ficar realmente preocupado com isso, mas segundo a minha mãe é um processo natural (ela não falou com estas palavras, eu que tô enchendo a bola da velha), e até quis acreditar nela, ainda desconfiando, mas infelizmente, a coisa piorou. Hoje de tarde, já estava mais uma vez me sentindo incomodado com o maldito catarro pedindo pra sair, e escarrá-lo e cuspi-lo não estava adiantando de nada, então tive que ser corajoso e fui lá na pia e, mesmo com receio, tapei o buraco esquerdo do nariz e soltei tudo pelo direito. Saiu sangue – ou pelo menos eu quero acreditar que seja sangue, porque pela cor parecia ser algo bem pior, e não me pergunte o que, porque em toda minha vida nunca vi nada parecido antes.

Como sempre, pra tudo eu tenho uma teoria própria em que finjo ser realmente o problema para que as coisas sejam mais fáceis: pra mim, esse tanto de catarro que não pára de sair, seja amarelo ou vermelho, é todo o catarro da minha vida que estava guardado dentro de mim, e que agora junto com esta gripe e com os remédios que tomei, deve ter desencadeado algum tipo de reação que liberou essa porra toda.
Mas claro que não da pra viver achando que tudo é mil maravilhas. Também pensei nos contras, as teorias de possíveis coisas ruins que (provavelmente) possam ser isso:
Talvez pela cor amarelada e pela grossura, isto que está sendo expelido de mim são pedaços do meu pulmão; ou o pulmão é mesmo verde? – o pulmão é verde, não é O_o? ou seria branco? só sei que os pulmões de John Constantine são pretos. e só sei também (o que descobri não faz muito tempo) que os pulmões ficam nas costas.
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Talvez seja porque deixei de tomar uma vacina ae com 15 anos de idade.
Mas não descarto a possibilidade de que sejam problemas causados por toda a quantidade de drogas que ingeri ao longo destes anos.
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Um dias destes comecei a cuspir sangue, e ingênuo que sou, mais uma vez inventei uma de minhas teorias, e desta vez pensei (e quase cheguei a acreditar) que era um vampiro – era uma época que todo dia eu tomava suco de uva e meus lábios ficavam roxos e bonitos.

2010 pelo que tudo indica tem sido um final ou inicio de década amaldiçoado.
• Comecei me acidentando NO PRIMEIRO DIA DO ANO tentando subir pela primeira vez na vida em uma prancha de surf com o Rodrigo Ramos num dia chuvoso na praia de frente pra casa do meu pai. Quando TENTEI montar na prancha, ela virou com uma força desgraçada e bateu certeira no meu nariz que de imediato começou a sangrar, e até hoje ainda dói se eu apertar aquele ossinho em cima. Por sorte não quebrou (eu acho).
• Tive a primeira – e acredito que a pior – ressaca da minha vida, junto com uma bebedeira desgraçada que me fez pagar um mico da porra na cidade. Ainda bem que o álcool fez com que não me preocupasse muito; só uns dias depois em que tinha passado em frente a uma barraca e vi um cara que me vendeu uma munhequeira rindo da minha cara.
• Fiquei com uma feia magricela e uma gorda pé no saco por falta de opção, e hoje mais uma vez estou há quase 2 meses sem pegar ninguém. Mas também prometi para mim mesmo nunca mais chegar nem perto de baranga.
• Arrumei briga na escola com uns funkeiros arrombados, e depois tive que ser transferido para o meu antigo colégio para não morrer assassinado.
• Em menos de 300 dias eu já fiquei rouco (se não me engano) 3 vezes, gripado 5, senti estranhas pontadas na barriga, inúmeros momentos depressivos por causa de mulheres e sem contar também aquelas dores de cabeça uns dias atrás.

É, amigos, não adianta ficar criando esperanças... No final das contas, é só a morte chegando.
E como diria Dumbleodore: “Pra quem já viveu o bastante, morrer é apenas o próximo passo”.
E como diria um drogado que vi num filme certa vez: “Viva pouco, mas viva intensamente”.


PS: Acabei de ler o antigo texto do catarro e fico impressionado como eu era ingênuo.
Porém escrevia melhor naquela época. Melhor entre aspas.
Como que pôde o meu vocabulário regredir? Acho que nunca serei um escritor =/

dια 25 ▫ Sem Créditos

Hoje aconteceu uma coisa muito estranha.

Ta, ta, eu sei que sempre que eu falo nos posts sobre coisas estranhas, nunca digo nada realmente estranho de fato, mas hoje aconteceu mesmo.

 Mais cedo recebi um SMS de uma amiga minha, perguntando se eu queria ir pro Hopi Hari [?]. Infelizmente eu não podia responder, pois meu celular já ta sem credito faz uns... Pra falar verdade, eu nem sei se ele já teve credito algum dia.
 Agora pouco, estava na cozinha preparando um Nescau e enquanto mexia a colher no copo, fiquei pensando... "nela"; uma garota, sabe... ou A garota. Enfim. Pensei em telefonar pra ela, porque tô sem internet em casa no momento, e a lanhouse fica longe daqui (a lanhouse barata) e, mesmo assim não adiantaria, pois estou sem dinheiro; ligar então, muito menos, pois como disse, estou sem créditos, e além do meu telefone não fazer interurbano (maldita paixão virtual! e ainda por cima platônica), a minha mãe o tranca no quarto dela – daí o motivo de estar sem internet temporariamente, até fim de semana (pois é, vida de viciado é jogo duro).

Bla bla bla e mais bla bla bla e o que foi que aconteceu de estranho?
Bem, no EXATO momento em que eu estava pensando na idéia de telefonar para essa pessoa, o telefone toca aqui em casa.
E o que é mais sinistro ainda, foi eu ter ido pro meu quarto com o copo de achocolatado na mão pra terminar uma capa de DVD aqui no computador, o telefone parar de tocar e eu receber outro SMS, no mesmo instante em que sento a bunda na cadeira.
O que estava escrito na mensagem?

E pra quem não acredita, aí vai outra foto, com a data do envio e a hora:

Mas não adianta muito postar essa segunda foto, porque eu poderia estar inventando de qualquer jeito, mas se você é leitor deste humilde blog e me conhece, sabe que eu não minto.

Acho que vou usar destes poderes sobrenaturais que eu tenho – e eu nem duvido mais que tenha mesmo – para ver se andando pela rua eu não tropeço em uma máquina digital ou um celular com câmera integrada – ou talvez ganhar num sorteio, pois assim ninguém sai no preju – porque ficar duas horas tentando tirar foto por essa merda de webcam não róla.


Obs:
Quando estava relendo e passando o texto a limpo, o telefone tocou mais uma vez.
Aí fica a duvida: quem será que está ligando?

dια 25 ▫ Malditos Penislongos

Fui no banheiro e vi 3 pernilongos, em fileira, juntos e com a pança cheia de – possivelmente meu – sangue e não pensei duas vezes: aguardei uns segundos e prendi a respiração, olhando atentamente para eles e, com a maior velocidade que pude atingir dei um tapa na porta do box (onde os pernilongos estavam), mas não acertei, porque eles saíram voando um para cada lado.
O pior é que foi uma cena engraçada, pois neste exato momento estou usando uma faixa na cabeça e, não sei por que isso me lembrou Karate Kid – o VERDADEIRO Karate Kid, e não aquele com o pivetinho filho do Will Smith.

E foi bom não ter usado tanta força, porque uns tempos atrás estava tomando banho, e não tinha completado nem duas horas ainda no chuveiro e minha mãe ficou gritando pra mim sair; e gritou, gritou e gritou mais sem parar, e com raiva dei um soco na janela, que é feita do mesmo material que o box, e na mesma hora – ainda me pergunto como – o vidro quebrou em vários pedaços – e de castigo a minha mão ficou sangrando. #NovelaModeOn

Agora, por favor, só não me perguntem o que estou fazendo com isso na testa.
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