sábado, 16 de janeiro de 2010

dια 16 ▫ Meu primeiro Porre

Querem saber quando foi a primeira vez que enchi a cara? No meu primeiro aniversário!


Er... Brincadeira.



Hoje eu e o Rodrigo saímos pra dar um role em Mongaguá, mas como estava um dia meio que chuvoso, os locais mais movimentados da cidade estavam um tanto vazios.

Andamos em uma tentativa inútil de procurar alguém conhecido, mas o mais perto que chegamos disso foi ver um carinha passando com uma caixa de isopor vendendo garrafas de vinho, cinco reais a unidade; eu e meu chapa decidimos rachar e comprar, para descontrair.
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Passeamos pelo Centro, olhamos algumas lojas, algumas garotas... enfim.
Sem mais nada pra fazer, virei a metade da garrafa güela à baixo, sem pensar duas vezes, sem pensar nas conseqüências. Senti uma pequena tontura, mas nada tão forte, e então seguimos rumo ao parquinho.
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Passaram-se menos de 1 hora e eu já estava um pouco alegre; bem alegre; tá bom, bastante alegre. À ponto de ver um cara que nem gosto tanto da minha sala e gritar o nome dele no meio da Av. Dudu Samba – o que foi até legal, pois ele estava acompanhado de uma mina.

Demos um role na Feirinha e ficamos mexendo nas bijous e pertubando os venderoes.
Paramos na lojinha que vende uns artigos de Rock e Reggae, e toda vez que eu passava lá quando tinha uns 13 anos, perguntava: “Vende munhequeira toda preta?”, porque desde que eu comprei uma com um "A" de Avril Lavigne, fui zoado bastante e daí então, nunca mais comprei nada com estampas. Pra minha surpresa o cara disse que tinha, e quando percebi eu já tinha dado o dinheiro pra ele. E o Rodrigo, pra diferenciar, comprou uma pulserinha do Reggae, com aquelas cores da mac... digo, da bandeira da África.

Eu nunca tinha ficado tão bêbado assim. Acho que foi o maior mico da minha vida.
Fiquei cantarolando pra lá e pra cá, dançando na calçada, as pessoas me olhando...
E disse o Rodrigo que uma gordinha chegou do meu lado e ficou cantando a música “Can't Take My Eyes Off Of You” do Frankie Valli, que pra quem não conhece de nome é aquela assim:
I Love you, baaaby [...] I need you, baby, trust me when I say!


Uma das poucas coisas que me lembro foi de ter visto uma amiga por lá, a Noelle, aquela lá que imitou a tigresa no primeiro dia de aula.
Quando me encontrei com ela eu já tava bem tonto; ia pra onde me levassem, fazia o que os outros quisessem e ficava aonde me largasse.
– Olha o Raul! Nossa, ele ta bêbado. Primeira vez que eu vejo ele aqui, e ainda ta bêbado! rsrs
– Né... ele bebeu vinho, e ficou assim – fez o favor de contar o Rodrigo :B
– Nossa... vinho quando você bebe 1 litro vomita 2. Essa aqui é minha irmã, a Larissa.
– Oii! \o_ – eu disse.
– Esse ae que é o Raul Izar? Do Blog? Do Twitter?
– OXÊÊ! Eu to famoso??
– Eu vejo você no Orkut da Noelle. Direto roubo a sua Colheita Feliz pelo dela!
– Pow, Colheita Feliz é Mara, hein?!

Conversei um pouco com ela até que reparei...
“Cadê a suuas priimaas?” – “Não são minhas primas, são minhas irmãs!” – ou pelo menos foi isso que eu lembro ter ouvido.

Não demorou muito pra surgir a idéia de querer queimar meu filme, e ela não perdeu a oportunidade de tirar uma foto minha.

Mas agora da uma olhada na situação da imagem...

Pow, Noelle, quem era o bêbado da história? :S


Após um tempo, a Noelle fugiu e eu e o Rodrigo demos uma volta por ali.
Teve um momento que eu não agüentei e caí deitado no chão, e ainda lembro de um cara ter passado do meu lado dizendo: “Porra, esse aí ta pior que eu!”, e do Rodrigo, filho-da-mãe, saiu correndo fingindo que não me conhecia, mas pior foi pra ele, que teve que me ouvir ficar gritando: “Não me aabandooona! Me esperaa!”... e foi bem nessa hora que eu levantei pra deitar no banco e vomitar. Vomitei pra caralho, e o pior é que não tinha sido tudo.

Decidido a me fazer melhor, o Rodrigo tentou me arrastar até uma padaria, tentando me convencer a tomar café. E ao entrar lá, comemos um negócio duro de calabresa (sem maliciais), acho que feito na manhã retrasada, que o rapaz nem quis dar um desconto; e falando em desconto, acabei de me lembrar que quem pagou os lanches foi eu ¬¬'.
Espero que esteja lendo, Rodriguez!

Bem, nada me fez melhorar, então demos a sorte de pegar uma lotação que tava passando à caminho da casa do meu pai.
A lotação tava cheia, mas consegui um lugar pra sentar, e depois disso eu apaguei, só acordando umas duas ou três vezes pra vomitar vinho com calabresa na janela, na munhequeira, no meu braço, na minha calça, no meu sapato e por aí vai.


Chegando em nosso destino, o Indrigo me acordou com uns tapas, e saí correndo da lotação tentando esconder do cobrador a merda que eu tinha feito, o que deu certo, pois não ouvimos reclamações. Segundo o Rodrigo, o cara foi perguntar se ele tava com um bêbado que fez a maior sujeira na lotação, mas isso foi só dois dias depois.

Na casa do meu pai, fiquei caído na escada, sem força alguma para subir, pensando na porquisse que eu tinha feito, e tentando descobir uma maneira de entrar sem ser notado. Meus pensamentos foram interrompidos quando senti mais vontade de vomitar. Vomitei 3 vezes seguidas na escada. Vomitei mais do que tinha bebido.

Já lá em cima, fui empurrado até o banheiro, onde fui forçado à ficar semi-nu e tomar um banho de água-gelada, e depois ouvir o Rodrigo falando que não era pra mim ir dormir molhado, o que eu agora sóbrio concordo que não teria sido uma boa idéia.


Bem, eu não sou bom com textos narrativos. Eu não sou bom com nada.
Acho que pior que isso, só mesmo a ressaca...

Detalhe: Eu não bebi somente vinho nesse dia, antes que comecem a pensar que sou fraquinho.

Escrito: 26/02/2009 - Finalizado: 27/02/2010 – Postado: 27/01/2010