domingo, 3 de janeiro de 2010

dια 03 ▫ Curtição em Mongaguá - Parte 1

Começo de ano, em Mongaguá e sem nada pra fazer...

  Eu e o Rodrigo saímos um pouco da toca e fomos tomar um sorvete ruim pra caraio que vende lá em frente a loja da irmã dele. Depois começamos a andar sem rumo pelas ruas de Agenor procurando algo legal pra se fazer, já aproveitando a deixa para olhar as paulistenhas que passavam pela avenida voltando da praia.
  O Rodrigo, muito sagaz, decidiu não sei porque entrar no mercado Krill que tem lá pela área. Logo a minha brilhante mente brilhou, dizendo à mim mesmo: “é agora a hora, Raul. Vai! Vai!” e eu comentei com ele aquela minha antiga aspiração, de entrar em um SuperMercado e encher o carrinho de compras e depois largar em algum corredor. Ia ser bem estranho, aos olhos dos funcionários, dois adolescentes babacas com um carrinho cheio de coisas inúteis passeando pelo mercado, então decidimos encher uma cesta, assim já dava até menos trabalho para os gentis empregados reporem no devido local.
  Ao passar pelos corredores fomos colocando de tudo dentro do carrinho... salgadinho, refrigerante, bebida alcoólica e até uma lata de... eu nem sei do que era aquela lata! Aproveitando pra comentar mais uma vez a inteligência do Rodrigo, que foi capaz de ver a garrafa de Vodka escrita "Teor alcoólico: 30%". Fiquei surpreso e disse pra ele: “Pow, eu não sabia que tinha isso nas garrafas” e esperando uma resposta sabia, ouvi... “Muito menos eu”.
  Passado um tempo e a cesta já bem cheia, tentamos deixa-la jogada em algum canto, mas todo lugar que eu olhava tinha algum repositor andando pelo mercado. Mas sortudo que sou, consegui encontrar um corredor vazio, bem no momento importuno, e deixei a cesta lá, em cima de uma caixa de leites.

  Andando mais uma vez pela avenida, entramos em uma loja que vendia coisas de praia, tipo óculos, bonés, cangas... então perguntei pra mulher: “Quanto ta essa bola de volley?” – detalhe, eu já tinha entrado lá ontem e perguntado a mesma coisa – Ela ficou olhando pra minha cara... então respondeu: “Ta dez reais”. Nós saímos dando risada, e eu falei pra ele: “Vamo lá de novo, mas dessa vez você pergunta”. Daí fomos os dois babacas andando em direção a loja, paramos na porta e apontando a bola o Rodrigo perguntou: “Quanto ta a bola de volley?”. A mulher começou a dar risada e respondeu: “Dez reais, rsrs”.
  No caminho de volta entramos numa lanhouse que o Rodrigo tinha uma meia hora guardada de credito, e eu fui no balcão e perguntei: “Quanto ta a hora?” e o molequinho: “Ta quatro reais”. Eu fiquei indignado com aquilo, e tirando um sarro, mas não aparentando, falei pra ele: “Nossa, mas por que aqui é tão caro? Que roubo!”. O molequinho ficou olhando pra mim, e fez uma cara de medo ao mesmo momento em que balançava os ombros 'kkk.
  Demos um tempinho lá dentro da Lan, olhando o Orkut, respondendo scraps... quando apareceu um outro molequinho falando com o Rodrigo: “Ow, a Carina ta te chamando” e eu disse: “Como você descobriu que a gente tava aqui? O_O” daí o pentelho ficou dando risada meio que sem graça e eu falei pra ele: “A gente só vai com uma condição” e ele: “Qual?”...
Saímos da LanHouse e fomos até a lojinha, daí o moleque chegou pra mulher e falou: “Quanto ta essa bola?” e a mulher respondeu pra ele: “Ta dez reais ¬¬”.

Continuação: http://raulizar.blogspot.com/2010/01/03b.html

Escrito: 10/01/2010 11h40m - Postado: 30/09/2010 19h31m