domingo, 3 de janeiro de 2010

dια 03 ▫ Curtição em Mongaguá - Parte 2

Parte 1: http://raulizar.blogspot.com/2010/01/03a.html

  Depois de fazer muitas travessuras fui dormir, por volta das 15h, coisa que não to acostumado. Desistimos após varias tentativas de fazer funcionar os discos de SuperNatural do Rodrigo, e resolvemos sair e ir pro Centro da cidade.
  Tive que usar a mesma roupa que usei no reveillon, porque na casa do papai não tem nenhuma roupa minha, mas pelo menos eu tava do jeito que gosto, cá camisa-grunge, minha calça-predileta-preta-predileta e o meu tênis novo nem tão novo mas só que agora lavado.
O Rodrigo, fez o favor de ir com uma camisa de dançarino de Axé, e por sorte desistiu da idéia de ir de chinelo, dizendo que “que andar de chinelo convence de que você não é turista”.
  Papai, sem que eu pedisse, me deu R$ 5,00, pra complementar com os 2 que eu já tinha :B, e o Rodrigo descolou 10 com a irmã dele. Dei tchau e fugi de lá, deixando o Rodrigo recebendo os sermões de “volta hora tal” “não se perde” “toma cuidado” e coisas do tipo.

  Conseguimos chegar no ponto bem na hora que tinha uma lotação parada, e eu comecei a correr atrás e o Rodrigo assobiando pro cara não sair. Depois de passado um tempo, subiram 3 garotas e sentaram bem do nosso lado, deram uma olhada em nós dois de cima à baixo e viraram a cara pro lado oposto tornando a conversar. Daí eu e o Rodrigo começamos uma conversa também:
– Ae, Raul, vai pegar sua moto?
– Aham, quando chegar la na Casa da Praia eu pego a minha moto.
Olhei pro lado e vi que as meninas não tavam nem ouvindo, daí comecei mais alto:
– Vamo lá no mecânico que eu acho que meu carro já ta pronto.
– Aham! Pega seu carro no mecânico.
Mais uma vez elas não tavam nem dando atenção, não era pra menos, falavam mais alto que a gente... Fiz ainda uma última tentativa, à pedido do Rodrigo:
– Vai amanhã pra academia?
– Vô pô! – pensei um pouco e cochichei pra ele:
– Mas você não tem cara de quem faz academia!
– Ah, eu sei, mas sei la!
  Depois de um silencio entre nós dois, parei pra ouvir a conversa das garotas... “Ah, eu to carente... parei de ficar, preciso de um namorado” e aproveitei pra dizer: “Cara, eu to muito carente. Tô precisando de uma namorada... Alguém pra eu amar, saka?”. Dessa vez eu não tenho certeza se a mina olhou, mas eu já sabia que não ia pegar ela mesmo. Tudo bem, gordinhas não fazem muito o meu tipo u_u'.

  Finalmente a Lotação chegou no Centro. Descemos em frente a Igreja na Av. São Paulo e fomos andando até a Feira de Artesanato, pra ver se encontrava algum conhecido por lá. Encontrei um carinha da escola, acho que é Gabriel o nome dele; o cumprimentei, e os amigos, sentei do lado dele pra ver se saia algum assunto e pá, mas ficou todo mundo sentado sem falar porra nenhuma, até que apareceu o Athamy todo loco, dizendo que deu risada lendo o post da Mortadela, que eu tinha mandado justamente na hora que ele tava comendo um sanduíche de mortadela e que ficou com vontade de atacar o pão pra longe com medo. Eu dei risada e me senti meio que lisonjeado, e falei algo do tipo “mortadela verde, pode crer!” e depois me despedi e sai andando com o Rodriguez vendo as lojinhas.
  Demos uma andada pela cidade, procurei algum louco da minha escola, tipo o Gustavo ou o Jé, ou os dois juntos, mas não achei ninguém. Perto da praia tinha uma pivetada do Aracy do período da tarde me olhando, eu não sabia se eles queriam tretar comigo ou se tavam com medo, ou se me conheciam de algum lugar e panz (H)... Vi muita gente feia pelo caminho até a ponte, inclusive o Lucas, e ele tava com a Linne, a namorada dele, ou ex, ou namorada, ou ex...
Cumprimentei os dois e tentei puxar algum assunto...
– E ae, o que tem pra fazer aqui em Mongaguá fim de semana?
– Putz, sei lá – respondeu o Lucas.
– Mas caraio... O que vocês fazem quando vem pra cá? Onde que ceis ficam?
– Ah, a gente anda por aí, fica no... – e ele falou um monte de codenome lá que eu não entendi nenhum, e depois ofereceu um bang lá que ele tava bebendo.
– Quê é isso?
– É pinga com mel.
– Onde que vende?
– Lá no trilho
– Onde que é isso? G_G – eu pensei em um lugar, mas não lembrava de ter um bar ali...
– Pô, fica lá perto da Golden...
– Ah, já sei!
Fomos andando lá até o tal barzinho e tal... Chegando la eu reparei que o local era movimentando, e tava me sentindo um merda por não conhecer nada na... própria cidade, digamos assim. Pedi pro tiozinho duas pingas-com-mel, e de quebra comprei um cigarro e uma caixa-de-fósforos. Fraco do jeito que sou, já fiquei um pouco alegrinho com a mistura que deu, e fui andando meio tonto pela ruazinha até uma calçada, onde parei pra beber e fumar.
  Depois saímos e voltamos, todos juntos, para a feirinha, onde ficamos sentados no meio de todo mundo – uma sensação boa, ser o centro das atenções xD. E lá na rodinha de índio que estávamos, do lado apareceu uns carinhas, que ainda não sei direito o motivo, o Lucas foi arrumar confusão, e o Rodrigo que já tinha se amigado com ele, foi comprar a briga junto 'uhsahuas. Eu só sei que era eles dois chamando os outros dois moleques de EMOs, falando que iam bater neles, e eu e a Linne não sabíamos onde meter a cara, e ficamos de longe esperando o rolo todo passar 'hieaeaheahaehieaehae.
  Passou um tempo, e fomos andar pela praia, quando avistamos duas garotas na praia, que a Linne foi na maior cara de pau agitar pra gente xD. Como já era de se esperar, a resposta foi “não”, mas pra ajudar a lascar tudo, o Rodrigo falou alguma coisa usando a famosa frase “a gente somos”, o que fez as garotas dar risada e tirar uma onda com nossas caras ¬¬'.

  Afetado pelo álcool e aquela coisinha que tem no Gudang, que nem diria o Rodrigo, tive que “liberar adrenalina”, 'haha, então tivemos a brilhante idéia de ir até o parquinho que ta montado na cidade, e num dos piores brinquedos, segundo o Lucas, o "Kamikaze". Achei coincidência, pois esse é o apelido dele – ou será esse o apelido dele por causa do brinquedo?
  No caminho, avistamos uma garota sentada num banquinho, e o Rodrigo matuto que é chegou conversando com a guria, e quando parei pra olhar, ele já estava a engolindo; lascou mó beijão na menina, e pra não ficar de vela, sentamos a uns dois bancos longe dali, onde por sorte, encontrei um cigarro Malboro limpinho, que fumamos quase inteiro, antes de perceber que aquilo não foi muito higiênico :X.
  Quando o Rodriguez acabou a comilança, conseguimos de uma forma descolar os quatro ingressos de graça, e então corremos logo pra atração. Depois de sentado na primeira cadeira, eu fiquei gritando pro carinha: “ISSO AQUI NÃO TA FECHADO! NÃO TA PRESO!”, e o Rodrigo ficava tentando me consolar falando: “Já vai fechar! Calma!” HAUHUHAUHA. Um minuto dentro do brinquedo e eu já tava quase me arrependendo, porque tenho um cagaço de altura, e quando aquela porra virava de ponta cabeça e eu olhava pro chão e minha bunda saia do assento, porque meu corpo caia pra frente na grade, então pra ver se descontraia eu começava a gritar: “A GENTE VAI MORRER! ROCK N ROLL! AHHH! UHULL!” e a Aline deu outro grito: “QUEM TA FALANDO ISSO? É O RAUL?” e eu respondi: “Só pode, né?”.
  Após sairmos do brinquedo, o Lucas ficou se queixando que queria vomitar, bem na hora em que apareceu um moleque perguntando se a gente tinha pego um celular, o celular que os carinhas da praça, que o Lucas e o Rodrigo chamaram de EMOs, tinham perdido. Na hora eu pensei: “Puta merda, era o que faltava. Agora a gente ta fudido”. Mas depois de muita discussão e troca de palavrões, todo mundo foi pro seu caminho, e a gente seguiu em direção ao ponto de ônibus.

  Chegando lá, perdemos uma lotação que tinha acabado de sair, e eu até dei risada de outra, que tava com uma plaquinha escrita "TÔ SUAVE" 'hahaha. Mas não demorou muito e chegou uma vaziazinha.
  No nosso ponto de descida eu perguntei pro Lucas se era verdade mesmo que ele ia mudar de cidade, e ele falou que era, então dei um abraço por trás bem apertado e me despedi, e o Rodrigo que adquiriu um grande afeto por ele, deu outro.

  Já na casa do papai, bebemos um copo de Pepsi pra matar a sede e tirar o bafo, e então fomos dormir depois de um longo dia, ou pelo menos tentamos... com tanto pra conversar.

*Mais um texto pra lista dos inúteis e sem emoção, mas o que vale é recordar.

Escrito: 11/01/2009 19h23m - Postado: 02/10/2010 19h51m