sábado, 25 de setembro de 2010

dια 25 ▫ Namoros – sempre – deixam marcas

Como sempre faço, de meses em meses, abro as fotos no computador da época em que namorávamos. Eu ainda não sei por que faço isso.
Nos vejo abraçados, curtindo, brincando...
E modéstia à parte, como eu era bonito naquela época! Acho que era a paixão que me deixava daquele jeito. Faz sentido o que dizem. Minha voz era outra, eu era outro. Eu era feliz ao teu lado.
Eu sinto tanta falta!... – é, eu sinto. Mas também não minto quando a culpo pelo fim, por tudo que você fez para mim e para o nosso relacionamento. Coisas imperdoáveis.
Acho que na realidade, o sentimento que ainda resta aqui dentro, foi por aquela que eu achava que fosse você, aquela em que me apaixonei a primeira vista, e prolongadamente; aquela que amei muito, de verdade, embora eu não soubesse, como nunca amei outra daquele jeito antes.

Mas por que existem 'mulheres' assim como você?
Tão imaturas... Tão manipuladoras... “Tão apaixonantes”!

Todos diziam que combinávamos, e que éramos o casal mais perfeito da escola aquele ano.
Eu fico vendo e revendo estas fotos, e está na cara que somos de universos diferentes.
E por que ao mesmo tempo deu – ou teria dado – tão certo?
Talvez tenha sido cedo demais, mas eu encontrei alguém que me completasse tão bem...
O que é triste nisso tudo, é que teus defeitos superam as tuas qualidades – pelo menos pra mim, que gostei de você, te amei, e quis ser teu namorado.

É ridículo você dizer que não faria tudo novamente se fosse possível.
Não disse pra você, pros meus amigos, nem se quer pra mim mesmo, mas isso mexeu comigo.
Eu não serei hipócrita a esse ponto: eu faria tudo de novo se tivesse essa chance.

Mas não sei... Se houve um motivo para que você agora se tornasse parte do meu passado e não minha companhia no presente, eu aceitarei esse fato.
Talvez deva ser como sua ex-'melhor-amiga' me disse: “Eu sou bom demais pra você”.
E ela está certa. Alguém como você nunca seria digna de merecer todo o amor que eu te dei.
Você não merece e nunca merecerá nem se quer uma lágrima da qual não derramei.

Agora, eu estou lhe apagando definitivamente da minha vida.
Adeus, “Minha Deusa de Marfim”.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

dια 21 ▫ Mais um óculos pro saco

Estou deprimido. De verdade.

Ontem ao sair da escola, perdi meus óculos, ainda não sei como, ainda não sei onde.
Hoje passei a manhã pensando no que eu vou fazer pra dar um jeito nisso.
Não faz nem muito tempo que minha mãe comprou os novos óculos – porque o antigo eu estraçalhei – e pagou caro; ou melhor, nem deve ter pago ainda. Além de ter dado mancada com ela, vou ter que cagar dinheiro pra pagar esse e outro novo.

Estou realmente deprimido, e angustiado.
Última vez que me senti assim antes, foi quando roubaram minha bicicleta, quando estava pra acabar meu namoro, e quando mudei pra outra escola.
Eu só não me mato pra acabar logo de vez com essa minha vida inútil, pois ainda não comi ninguém.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

dια 14 ▫ Saudade, Nostalgia, Depressão

Sabe, eu sinto que a minha vida começou a... "desandar".

Pense bem em tudo que vou falar, e provavelmente discordará de mim, mas não me importa o que os outros pensam – mesmo que eu comesse uma longa discussão com quem deixar um comentário indo contra a minha opinião –, pois acho que o motivo de ainda estar vivo é a vontade insaciável, incontrolável e inacabável que tenho de um dia encontrar alguém que se pareça comigo seja na maneira de pensar ou nas atitudes – idiotas e, acreditem ou não, (muito) previsíveis – tomadas.


HOJE, eu tenho que acordar seis horas da manhã pra tomar banho, ir ao colégio, conversar com amigos, fazer a lição em sala de aula – porque de uns dias pra cá eu venho fazendo isso – e puxar o saco de alguns professores; o que é até maneiro, da maneira que eu faço, não igual a todo cdf, mas isso já é assunto pra outro post.
. É legal ter amigos que moram no seu bairro, pessoas que pensam de forma mais madura
. É legal poder chegar atrasado e pular o muro baixo da escola, e mesmo que a inspetora descubra, não faça nada
. É MUITO bom poder ficar fora da sala as matérias que você não quer fazer, mas tendo que ser sorrateiro com os professores antigos de moral alta
. É fodastico realizar as vontades que tinha em 2004, quando estudava lá antigamente e como era ingênuo, apenas ficava admirando os rebeldes sem causa que saiam da classe sem permissão e visitavam as salas alheias e certas partes da escola
. E como igual dos 7 aos 11 anos de idade, chegar em casa, ficar comendo porcaria na poltrona em frente a televisão até tarde da noite e depois dormir.
Mas por que não estou contente com isto? POR QUÊ?

ANTES, ano passado, eu era feliz de verdade.
Acordava cinco e meia da manhã (interrogação), tomava banho, bebia um copo de álcool (exclamação) e andava até a pista pra pegar um ônibus para ir até Mongaguá (interrogação)²;
De vez em quando, no meio deste caminho – mesmo caminho que hoje traço para ir à minha atual escola –, parava no meu antigo colégio (agora meu atual colégio) para ver uma galera – que hoje vejo todos os dias – e depois seguia pro ponto de ônibus e
. Ao chegar no meu destino, esperava até as 07h50 para entrar na segunda aula, e mesmo levando broncas e sermões, era ótimo.
. Zuava com a molecada, era um dos mais legais e admirados da sala, tinha respeito, moral...
. Usava drogas nos banheiros da escola... (interrogações)
. Praticava educação física, pelas primeiras e últimas vezes na vida, jogando vôlei com uma rodinha de garotas, que não eram as mais bonitas, mas sim as mais divertidas, humildes e inteligentes que conheci
. No meio do ano, encontrei alguém, furei o olho do namorado desse alguém, fiquei com este alguém e namorei com esse alguém
. Era alegre, tinha amigos e uma namorada; uma namorada que por pelo menos um mês ('kk) eu amei muito, fiquei abraçado a todo momento, segurei e admirei suas mãos, o que foi um ato mutuo, pois ela dizia que assim como amava as mãos dela, ela amava as minhas também
. Fugia da escola quando íamos para quadra...
. Já era tão intimo com as inspetoras que as ajudava quando pediam e, em retribuição, era só falar que queria ir embora sem ter que justificar que elas me liberavam
. E ao sair – ou fugir – da escola podia ir à pracinha, sorveteria, banca de jornal, lanhouse ou até mesmo pro butéco, pois a escola era no centro da cidade, onde tem de quase tudo um pouco.


Ontem fui dormir 16h da tarde, e só acordei hoje as 05h30m da manhã, o que me lembrou da antiga rotina; sem contar os dias de frio que me nostalgiam com a época em que namorava, chegava atrasado na escola e pulava o muro só pra ver a “Minha Deusa de Marfim” – puta que pariu, tenho que confessar que era muito bom e infelizmente as vezes lembro dessas coisas.
Hoje ao chegar na escola tinha muito pouca gente, e esses poucos que haviam, foram embora, por causa de uma excursão que teve pro Playcenter – o que PRA MIM não justifica a falta para os que não foram à excursão – e então tive que voltar para casa. Aproveitei e fui pra Mongaguá com a minha irmã e minha mãe e ao chegar lá e estacionar o carro na igreja, não resisti e tive que passar na antiga escola, que fica bem em frente, ver se tinha alguém conhecido na quadra fazendo educação física no período da manhã. Subi as escadas e fiquei lá sentado na arquibancada, e me bateu uma forte vontade de chorar; primeiro, por saudade, e segundo, por ter repetido de ano duas vezes e ver a galera que foi da minha sala quando entrei lá em 2005 no 3º colegial completando o último ano.

A vida é mesmo traiçoeira e engraçada! Eu deveria estar bem melhor agora com a simplicidade e praticidade, mas com o passar do tempo, vou percebendo que preferia aquele modo alucinante e pecador a essa vida pacata de merda.
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Enquanto meu corpo caminha e se estabelece no meu colégio atual, a minha alma continua no velho Aracy da Silva Freitas.
Talvez esteja pagando por todos os anos em que queria voltar pro Antonio Nunes Lopes da Silva. Desde a sétima serie chorando pra minha mãe, pedindo pra me colocar de volta na minha antiga escola com meus velhos amigos do primário, e hoje que isso se concretizou, eu só queria é ter fechado a minha boca e aproveitar tudo o que eu não fiz – acredite ou não, teve muita coisa que eu não fiz.
E do que adianta eu vir com aquele papinho idiota de ‘nunca me arrependo das minhas decisões’ e ‘tudo que fiz foi para que aprendesse no futuro’? Infelizmente há certas coisas que não podemos corrigir, coisas que temos de largar a porra do orgulho de lado e – mesmo que com lagrimas na cara – com a postura de um homem erguer a cabeça e dizer: “Eu errei, fiz cagada, e como seria bom voltar no tempo e fazer tudo diferente”. E sem sair desta mesma postura tem de lembrar que mesmo que tente fugir, esse homem já é um homem maduro e, embora seja triste, tem que se conformar que o que passou, passou.

Mas sou deprimente; Luto por meus sentimentos; Não acaba por aí.

© Raul Izar


Iniciado em 14/09/2010 05h48m e Terminado 15/09/2010 23h33m

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

dια 03 ▫ Mais uma paixão passageira?

Já falei aqui sobre fraqueza do homem? Pois é, já. E de fato os homens são fracos.

Por que não consigo não me apaixonar por alguém?
Não posso lutar contra isso. É estúpido lutar contra isso.

Mais uma vez minha mente entra em batalha.
Do outro lado um exército chamado "sentimento". Exército esse com pontos fracos, mas com armamento surpresa e que por qualquer deslize da razão, poderia ser fatal.

Em um lugar tão estranho, do qual estou acostumado mas ainda não vejo sentido, é inevitável não gostar de alguém, por mais pouco que seja esse “gostar de alguém” – embora de novo eu tente negar para mim mesmo.

Somos tão distantes... E talvez pelo meu orgulho – mesmo orgulho (casca, armadura... chame como quiser) que me protege por todas estes anos –, seria ridículo dizer que a nossa amizade é linda, pelos detalhes que a fazem ser especial, como você é especial; mas com tão pouco tempo de afinidade, seria de fato ridículo dizer isto, e depois bancar o babaca vendo o que está nítido diante de meus olhos: que você não me considera ou retribui o carinho que eu sinto por você, e com o tempo, como todos que já gostei, acaba – infelizmente acaba.


Saudades de uma semana atrás, em que o motivo de ir à escola eram as aulas de português e não ser reprovado por faltas.
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Chega ser triste acordar todas as manhãs pensando em ver você, se vou ver você; e mais triste ainda é não conseguir lutar contra essa vontade. Rolar madrugadas na cama, e hoje ter passado uma inteira sonhando que estava te beijando. Lembrar e querer o teu corpo ao meu – e sem nenhum pensamento ambíguo.

Não sei descrever o que sinto quando sento ao teu lado e falamos besteiras, e você fica encarando ou estranhando a minha face enquanto faço caretas; quando você me abraça sorrindo e chama meu nome como só você sabe...

Talvez deva aceitar as teorias infantis de meus colegas de classe e pensar se estou realmente apaixonado por você. Mas isso não é paixão – ou pelo menos eu não admita ou queira que seja.
Deve ser atração. Um leve gostar.

© Raul Izar



Escrito em 03/09/2010 11h59m,
Postado no mesmo dia algumas horas mais tarde e
Atualizado: 15/09/2010 23h09m