quinta-feira, 5 de agosto de 2010

dια 05 ▫ Rotina, Infância e Personalidade

 Hoje mais uma vez de novo eu fui ao mercado do meu bairro, próximo a minha rua, e que seria mais próximo ainda se não fosse de frente pra avenida ao lado.
 Quando cheguei lá, fiquei muito feliz e todo assanhadinho, e adivinhem por quê? Porquê eu vi a minha vizinha gostosa! A garota mais linda que eu já vi nesse bairro, mesma garota essa que eu venho contemplando desde a minha obesa infância, até mesmo antes da puberdade – certa puberdade e certa garota que tiveram muita coisa em comum logo no inicio ('brinks). Há tempos eu não via ela, por isso o motivo de tal felicidade. Eu ficava contente só de olhar pra ela – infelizmente, só olhar (olhar = sonhar, babar, se deliciar e outras coisas legais). Mas, mais uma vez, a minha aparência não estava muito... apresentável, ou não, sei lá! Só tirando o fato que eu fui pro mercado de calça de moletom, camiseta da Tricolor Foto e Vídeo e por cima uma camisa de flanela xadrez preta e as unhas do pé grande...

 Na minha rua acho que não da pra fazer uma lista com mais de 3 garotas comíveis, exceto as coroas, que dava pra descolar uma grana em troca, mas tomando todo cuidado com seus maridos cachaceiros e seus filhos usuários/traficantes de drogas.

 Mais tarde iria na 18º Feira de Fotografia, a Photo Image Brazil, em São Paulo ou São Bernardo do Campo, sei lá, e a minha irmã veio aqui em casa, sete e quarenta da manhã aproximadamente, pra levar eu e minha mãe pra Mongaguá, pra de lá nos reunirmos com o grupo e vazar, só que ela QUE NEM TINHA ME AVISADO disse pra mim separar umas fotos para fazer um clipe de Dia dos Pais para o meu pai, dizendo que todo mundo (todo mundo porque meu pai tem uns montes de filhos) já tinha separado as fotos, menos eu.
 Aff, uma coisa é você falar “Eu to pensando em fazer um clipe de fotos pro pai” e outra é “Separa pra mim algumas fotos com antecedência pro clipe do pai”; enfim, ela não disse a segunda opção.
 Moral da história: ela chega aqui e pede pra mim separar as fotos (ainda jogando a culpa em cima de mim), e fazer isso requer uma certa calma, paciência e tempo livre. Então fui lá, verificando as pastas de fotos desde 2005 até as de 2010, e enquanto separava, as estressadas entraram no carro, ficaram buzinando lá fora, e com raivinha foram embora.
 Agora eu poderia usar meu ódio e meu belo orgulho pra jogar fora a merda das fotos que eu separei, não ir mais pra essa Feira do caralho – e eu não vou mais mesmo –, e quando meu pai me perguntar o porquê, eu direi: “Porque a Laura pediu pra mim separar umas fotos para fazer um clipe de Dia dos Pais para o senhor, só que ficou me apressando e quando eu já tava terminando, ela ficou estressadinha e foi embora. Agora eu to com raiva e não quero mais ir pra porra nenhuma”.
 Seria tão legal né? Seria diabólico, e diabólico mesmo, porque eu to com o capeta dentro do corpo, atiçado, e com um ódio vindo direto do inferno coçando meu dedo pra mim fazer isso. E eu não me importo com que os outros vão achar, e como vão ficar. Desde a infância eu sou assim, faço essas coisas por orgulho, puro ódio, e nunca me arrependo; eu posso ficar brigado com a pessoa por mais de um ano, e eu quero é que se foda. Sabe como é quando você faz uma gracinha/brincadeira com um amigo seu, e ele fica puto ou chateado, daí vocês param de se falar ou etc? É quase isso, só que mais perverso neste caso. Que nem diria Rafinha Bastos: “Eu prefiro perder o amigo do que a piada”.
 Mas não são só as minhas atitudes lindas e perfeitas que vieram da infância, tem também o 'voltar atrás'. Poucas foram as vezes que eu passei por cima do meu orgulho, POUCAS, e SÓ UMA delas eu não hesitei, pelo menos não muito, mas não vou falar 'o que' ou sobre 'quem' tem a ver, pois não quero que esse texto vá para os marcadores de Amor, Sentimentos e Poesias.

PS¹: Queria saber o que aconteceu com a minha boca nessa foto.
PS²: Eu gosto de PSs
PS³: Porque PSs são legais.