quinta-feira, 28 de maio de 2009

dια 28 ▫ Irreversível

A vida me sorri então, recolho os cacos que deixei no chão
Milhares de recordações transformam tudo em canções...
E essa daqui é pra você:

Se eu pudesse desfazer tudo de errado entre nós...
E apagar cada lembrança sua que ainda existe em mim...


Eu sei que nada que eu diga vai trazer o longe pra mais perto de mim dessa vez
Por que gostar de alguém vai ser sempre assim... irreversível?


A vida ri de mim então, percebo o quanto é triste te esperar em vão
Mas acho forças pra cantar, quem sabe você possa me escutar?
Eu só queria te dizer:

Se eu pudesse desfazer tudo de errado entre nós...
E apagar cada lembrança sua que ainda existe em mim...


Eu sei que nada que eu diga vai trazer o longe pra mais perto de mim dessa vez
Por que gostar de alguém vai ser sempre assim... irreversível?


A cada passo que eu dou pra frente, eu sinto o meu corpo indo pra trás
E a cada hora que vivo sem sentido, parece me fazer te querer cada vez mais


Eu trago em mim apenas um sorriso; braços abertos pra te receber
Mas acabo sempre triste e sozinho, procurando uma maneira de entender
Se é irreversível para mim, então é irreversível pra você
Se tudo tem que ser assim... ENTÃO DEIXA SER!


Irreversível - Interprete: CPM 22 - Composição: Ricardo Japinha e Rodrigo Koala

quinta-feira, 7 de maio de 2009

dια 07 ▫ Cabeçudo da Bicicleta

  05:30 da manhã: minha mãe vem me acordar; falo pra ela me deixar dormir um pouco, mas 05:40 e lá vem ela de novo; eu falei alguma coisa da qual não me recordo e voltei a dormir. 05:55:
- RAUL, ACORDA! JÁ É CINCO PRAS SEIS!
- Ah, Mãe... Tô com sono, deixa eu dormi...
- Vai faltar na escola?
- Não, vou na segunda aula!
- Que hora que é a segunda aula?
- Sete e cinqüenta!
  Voltei a dormir; dessa vez com esperança de ter um longo sono e um sonho gostoso e demorado. Sei lá que horas eram, e mais uma vez vem a Véia:
- ACORDA PRA IR PRA ESCOLA!
- EU NÃO VÔ! Não consigo acordá! Me deixa dormi e não me chama mais!
Talvez umas 8 horas...
- ACORDA! VOCÊ VAI TRABALHA?
- NÃO, NÃO E NÃO! Por favor, Mãezinha, deixa eu dormi!
- Como que você não vai?
- Eu vou mais tarde!
- Que horas?
- A hora que eu acordar. TCHAU, EU QUERO DORMIR!
De fato eu não consegui levantar.

  Agora sim! Finalmente poder repor as energias; ficar deitado, enrrolado nas cobertas; descansar, sonhar, sonhar... sonhar...
Hoje eu não tive um sonho nada legal... Sonhei com a amiga daquela garota que eu amava muito, a gente conversava e eu perguntava muito sobre ela; achei o orkut dela e por um momento hesitei em abrir, reestabelecer contato.


  13:30: eu acordo com a barulheira do pedreiro que tava arrumando a pia e vou lá pra fora falar com ele.
- Minha mãe disse que eu tava aqui?
- Não! Te assustei?
- Pior que sim! rsrs
  Tomei banho pra ir trabalhar, me arrumei, peguei a carteira (sem dinheiro) e coloquei os óculos (H). Acabei não indo porque já era meio tarde e não ia ter tempo pra ver X-Men, então fui na casa do Doido perguntar se ele queria ver.
Quando eu, ele e o Guilherme tava de saída, falei pra passarmos em frente a 7, só pra ver né... Daí na volta eu vi o Henrique e cobrei o meu CD do GTA San Andreas: - E meu CD, Caloteiro!? - Vamo lá em casa busca!
Perguntei pro Leonardo e pro Guilherme se eles queriam ir, então fomos todo mundo de bike, menos o Leonardo que ficou correndo com as calças dobradas [?].
  Quando voltamos passamos na pista de Skate que tem em meu bairro, menos o Leonardo cagão que não quis ir. Foi muito loca a adrenalina de ficar dessendo as rampinhas de bicicleta husauhsa. Passou um tempo, a gente estava descansando, foi quando chegou um moleque pirralinho, cabeçudo pra caralho: "Mó legal subir isso aqui!" e eu comentei: "É muito loco!" daí o molequinho retrucou "Não te perguntei nada" e eu confuso e com raiva respondi "Perguntou sim, idiota". Ele resmungou alguma coisa e saiu andando.
  Eu tinha perguntado pro Leonardo de sera numa casa lá atrás que morava uma amiga dele, ele confirmou e eu apostei que tinha coragem de chamar ela. Eu falei pra ele segurar o GTA e olhar a bike pro moleque doido não pegar; daí fui lá na casa dela e gritei: "RAFAELA!". Tentei mais de quatro vezes, espiei dentro da casa pelo buraquinho do correio, e só tinha uma muié na sala, acho que passando roupa, mas mesmo assim ninguém atendeu ou respondeu. Voltei pra lá o Leonardo tava todo envergonhado e agaichado se escondendo, me chamando de louco.
  Passa um tempo e chega o Moleque Cabeção falando pro Leonardo: "Cansou?" e o Leonardo que não tinha feito porra nenhuma além de ficar sentado respondeu: "Pedalei pra carai!" e o Cabeção: "Eu tô mó tempão pedalando! 4 horas!" Eu não resisti e tive que fazer uma imitação dele, só que com a voz piorada 15x:
- Eu tô 7 horas!
- Eu to 12 horas! - respondeu o Cabeçudo.
- Eu to desdas zero hora até as vintiquatro hora pedalando aqui! - e o Guilherme rindo sem parar
- Eu te comi e você ainda fez um boquete! - Eu fiquei indignado com um moleque pirralho daquela idade falando uma porra cabeluda dessas, então continuei:
- Tu me comeu e eu te fiz um boquete! - daí o moleque ficou surpreso e sem graça:
- Eu te comi, é?
- É, eu te dei o meu cu, fico preto!
- Tu deu pra mim, né? Deu pra mim, né?
O moleque foi embora do nada, todo sem graça e a gente começou a cascar o bico. O Guilherme não parava de dar gargalhadas de lembrar da minha imitação de criança nordestina.
  Quando a gente tinha chego na pista tava deserta, mas agora já havia uns três molequinhos andando de bicicleta por lá. Passou um doidinho andando e subindo a rampa, até que levou um tombo. Eu comecei a rir, mas depois fiquei com pena do pirralinho lá estirado no chão. Depois o Cabeçudo começou a rir sem parar e apontar pro moleque caído, eu mandei ele párar e calar a boca, daí ele retrucou: "Vem cá me fazê pára!". Eu levantei com uma raiva, mas só pra ameaçar o Cabeção, e deu certo, porque ele subiu na bicicleta e saiu correndo. Eu falei pro Leonardo e pro Guilherme: "Esse moleque que devia ter caído, haha; filho da puta!" e o Leonardo: "Pára de zicar, coitado do moleque!". Menos de um minuto depois, eu virei pra ver o cabeção, que passou correndo de bicicleta no maior pau, preguei minha atenção nele e reparei na roda da frente derrepente bateu no relevo e freio a bicicleta. Foi a cena mais emocionante que eu já tinha visto na minha vida. O Cabeção saiu voando por cima da bicicleta e se escancarou tombado no chão. Eu não resisti e comecei a gritar: "AEEE! KKK! CAIU!! SE FUDEU! TROXA! OTÁRIOOOO! UHUULLL, AE AE!". O outro molequinho que tinha caído antes começou a tirar mó sarro, e eu dei risada com gosto. O Cabeçudo ficou todo vermelho, completamente sem graça, ele olhou assim pros dois lados e montou na bicicleta e foi embora voando.

  Saímos da pista de skate com uma fome (pelo menos eu), e passamos no mercado pra comprar pão, na verdade, 12 pães G_G. Fomos à minha casa e preparamos 12 sanduíches de Presunto&Queijo, o que compensava mais do que comprar pastéis, mas mesmo assim comendo uns 4 ou 5 a minha fome não foi nutrida. Assistimos X-Men 1 e X-Men 2 na casa do Leonardo, nos dois eu fiquei criticando o cabelo do Hugh Jackman e os efeitos especiais do filme que sempre estavam artificiais.
  Após acabar os filmes, entrei no MSN; falei com a Lucy, que fez o favor de caguetar que a Jean morre no terceiro filme --'; com raiva eu contei quem era o assassino em Efeito Borboleta 3, mas ela disse que não ia assistir mesmo, aff.
  Pela primeira vez vim embora cedo, e cá estou eu, em my house escrevendo nu papel, sem pc, com sono e sem forças às 1:30 da matina. FIM.

Ok, esse texto foi um lixo total, mas eu tinha que registrar a passagem daquele Cabeçudo na minha vida, haha. Esse acontencimento foi mais legal na hora, porque não teve como passar a diversão escrevendo esse fato.


Escrito: 07/05/2009 - Digitalizado: 19/08/2009 22h22m - Postado: 03/03/2010 02h48m

sexta-feira, 24 de abril de 2009

dια 24 ▫ Música da Panela

Fica aqui uma música super-criativa que fiz num dia que estava com bastante fome:


Eu preciso de uma panela [Feliz]
Porque eu só quero, essa panela
Eu necessito, dessa panelaaa
Para fazer meu miooojo!

Porque eu preciso dessa panelaa! [Dramatico]
Eu preciso delaaa
Somente uma panela! [Suplicando]
Só éélaaa!
Me dê a porra da panela!
Eu to querendo a panelaa!
Panelaaaahaaha...
Necessito dela!

Miojo na panelaaa...
Miojo na panelaaa...
Miojooo...
Dê me a panela agora!
Dê me a panela agora!
Se não for... agora...
Então se foda a panela!
Que se foda essa panelaa!
FODA-SE A PAANÉÉLAA!
Yeah


E para quem gostou, aí vai o link para download (só não repara na taquara-rachada):
http://www.4shared.com/file/102878038/ea300819/Raul_Izar_-_Panela__Tentativa_.html

sexta-feira, 13 de março de 2009

dια 13 ▫ Super-Herói da Comunidade

Quem sou eu? Eu sou o Homem Aranha.

Bem, eu não queria revelar o meu segredo, mas eu fiquei pensando "Se todos souberem, eu serei mais famoso, famoso em ambas identidades: Homem Aranha e Peter Parker, quer dizer... Raul Izar".

Além de ser o Homem Aranha, também sou o Batman, e Super Homem nas horas vagas....
Um cara muito chato e sedentário, digamos assim... quaaase um nerd; seria um nerd, mas nem tão inteligente.

Como todos sabem a palavra super-herói já explica o significado todo da coisa, é um herói super, e não um salvador de pessoas, que batem em ladrões de banco e observam macaquinhos na rua. Somos diferentes de toda essa palhaçada que só rola na televisão! Você acha que com o salário-mínimo de 450 reais, as condições de vida no Brasil e as baixas propostas de emprego um cara com super-poderes consegue sobreviver? Não dá, bixo! É muita pressão em cima da gente! Não seremos hipócritas, é claro que ajudamos, boaa parte do tempo, mas porra... O pessoal do governo acha que somos o quê, o Bono Vox? Isso é mó mancada com os mano, assim nem tem como eu ganhar uns trocado, ta ligado?!

Vou falar, a vida não é fácil e até mesmo nós tivemos que cair no mundo do tráfico; é um pacote ali, um playboyzin que nóis seqüestra e depois fais a troca... É o jeito hoje em dia, mermão! Se tu não faz o teu, quem é que vai fazer por ti?

Então fica aqui o meu protesto, e espero que o pessoal du governo, os mano aí das autoridade leve em consideração o nosso ponto de vista tamém... Não é porque eu consigo levantar um carro, voar, ultrapassar paredes, ficar invisível e entrar no vestiário feminino que eu vou conseguir cagar cartões de crédito!

SUPER-HERÓI TAMBÉM É GENTE! NÓIS TEM FAMÍLIA!
APOSTO QUE O PRESIDENTE DA REPUBLICA NÃO DÁ A MINIMA PRA NÓIS! NUM É PRA MENOS, ELE NÃO TEM DUAS NEGA E 5 BOCA PRA ALIMENTÁ, TÁ LIGADO?

Então é só isso ae, e um salve lá pros truta da baixada, na comunidade do Samambaia, toda galerinha que tá sempre unida, sempre na correria e arrumando uns toque que pá, pra rolar uns acerto. Isso aí, é nóis. ¥


Escrito: 04/02/2008 03h07m - Revisado: 16/03/2008 14h50 - Postado: 14/11/2009 13h40m

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

dια 21 ▫ Pinball

    Boa noite a todos que estiverem lendo a esta postagem de noite, boa tarde a todos que estiverem lendo esta postagem de tarde e um bom dia a todos que... Bem, eu acho que já deu pra sacar.
    Sabe, eu tinha até perdido a inspiração de ficar digitando pro Blog, mas sei lá, derrepente deu uma vontade, acho que foi porque fiquei lendo as postagens antigas... Bem, essa é a primeira postagem que eu escrevo por escrever, não porque aconteceu algo realmente cool que necessite ser compartilhado para todo o Planeta Terra – Ou parte dele, aquela mais High Tec.
    Todos os meus amigos sabem que sou burro; não tenho capacidade de escrever um texto, não conheço as regras de ortografia, não entendo nada de gramática e nem se quer nunca compareci em uma aula de Língua Portuguesa. Para tirar uma duvida, tive que procurar em um livro – Um livro que esta comigo já faz muitos meses, peguei emprestado com a minha prima Gisele. É bem conhecido e bastante polemico, Operação Cavalo de Tróia, de J.J. Benítez. Conta a história de um cara, cientista da NASA, que realmente acha que viajou em uma máquina no tempo; falo isso porque o nome do personagem é o nome do autor, essa foi a minha conclusão, as vezes ele é só um cara muito do metido... – uma utilização do travessão em citação similar a minha. Bem, deu pra perceber que além de burro, minhas postagens não tem um assunto fixo e interessante, eu começo falando sobre Música e acabo a postagem falando das Receitas de Minha Tatatataravó.
    Já que no parágrafo acima o assunto é livros, sobre culinária ou sobre aventuras, resolvi falar de algo que aconteceu comigo recentemente. Ontem eu tava jogando Pinball, eu nem lembrava mais que existia esse jogo aqui no computador, mas quando me lembrei de que eu sempre queria ter um computador só para ficar jogando Pinball, resolvi jogar um pouquinho. Já estava na casa dos 1 milhão de pontos, e sempre que ficava emocionante a porra da bolinha caía e o jogo acabava ¬¬’; então resolvi partir para apelação. Outro dia o meu amigo Harrinson tinha me passado um código que permitia com que o jogador movesse a bolinha com o cursor do mouse. Você abre o jogo e digita "hidden test", NÃO SE ESQUEÇA DE DAR ESPAÇO ENTRE O "N" E O "T"! Se você apertar a letra "H" novamente, irá aparecer o quadro de recordes com o placar máximo, aí é só você digitar o seu nome e já era! ^^'.
    Ta vendo só, estamos evoluindo, é a primeira coisa útil que coloco aqui! Quem tentar essa façanha, por favor, me conte depois. Aí vai uma lista com o meu placar:


    Bem, onde marca "xD", são os pontos que eu fiz controlando a bolinha com o cursor, e é nessa parte da conversa em que eu queria chegar! Eu não sei por que, não sei se isso é normal, mas cara, eu fiquei excitado controlando a bolinha! Eu não sei se é porque eu tava com aquela sensação de poder... É uma coisa assim... muito louca! Enquanto eu controlava a bolinha o que tinha em cima de minhas bolinhas ia levantando. Eu já vi tantas coisas afrodisíacas, mas uma máquina virtual de Pinball já é muito bizarro. Então né, pra eu não ficar com má fama de tarado ou algo do tipo... quem sentir algum tipo de excitação com a bolinha, deixe um comentário falando sobre, estamos todos juntos nesse barco.
    Vou indo nessa, e não antes sem deixar um grande abraço para os meus amigos dos Alcoólicos Anônimos.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

dια 01 ▫ Minha Primeira Cocaína

...Eu só quero dar saltos com minha bicicleta, mas neste instante recebo um telefonema. Meu tio dizia para ir ajudá-lo na peça de teatro, discuti com ele, disse não, não e não. Sem pensar duas vezes desliguei o telefone.
Voltei aos saltos, só que desta vez saltei tão alto, tão forte, tão longe... Me senti voando sobre duas rodas, ela saltava e saltava, de metros à metros, não se via mais o chão a baixo de mim... Segundos depois sentindo o cheiro do asfalto, me deparei com o mundo lá em baixo. Quando caí, era minha vizinhança, ruas redondas, casas padrões. Meu tio saiu de casa - louco, extremamente louco -, sem perguntas me levou para o teatro, quando olhei ao meu redor já estava lá dentro, várias pessoas, todas em seus lugares. Eu estava no palco, olhei para as cadeiras, estavam vazias. No palco, se encontravam umas 5 pessoas. Eles e elas discutiam sem parar. Assustado e confiante com toda aquela situação, me apoderei de uma faca, furei o braço de um sujeito forte, grande e alto; que estava ao meu lado. Ele olhou pra mim, irritado, tirou a faca de minhas mãos, jogou-a com tanta força para cima, em um fundo branco que acertou um rapaz, que trabalhava naquele momento.
Longe de todo aquele tumulto, agora eu estava no portão do Aracy, saindo pela secretária. Na velha e larga Av. São Paulo, olhei portão a fora e avistei outros alunos; alguns seguindo seu rumo, alguns sentados nos bancos da praça adiante. Como de costume, do meu lado estavam, Lucas e Bruno, dois colegas de classe. Comentei sobre o teatro, disse que não fui pago por meus atos. Com sorrisos maléficos eles olharam para mim
_ Você precisa do dinheiro? Quer ganhar fácil? – Disse o Bruno
_ Sim, claro! – Respondi com firmeza.
Tirou duas carteiras velhas da mochila. Já em minha posse verifiquei ambas. Com espanto e animação, toquei em cada nota de U$$100. Mais fundo de cada carteira havia pequenos sacos de cocaína. Com medo perguntei "Pra que isso?", e ele só respondeu "Você vai gostar".
À caminho da Tricolor, eu já estava eufórico de curiosidade, abri o pequeno saco, retirei uma pequena porcentagem, coloquei diante do nariz, com coragem aspirei tudo. Nada foi imediato, eles só entreolharam-se com risos, coloquei a droga no bolso e prossegui, na feira de artesanato, eu vi dois carros de polícia. Com medo, tentei disfarçar o máximo possível. Tentei evitar mas não consegui, olhei para cara dos homens da lei por uma fração de segundos, eles não desconfiaram. Peguei um pequeno panfleto amassado, levantei a mão esquerda e o soltei, aquele papel foi livremente pelos ares. Tentei colocar os pequenos sacos na mochila do Bruno, não queria acabar com a minha vida tão cedo. Sinto euforia, sinto-me no céu, usei mais um pouco do pó branco. Comecei a correr pelas ruas do Centro da cidade, feliz como nunca, gritei: "Mas eu.. Eu posso voar!", correndo nas calçadas, pulando para frente, eu flutuava, não havia gravidade, eu estava voando, literalmente voando. No fundo de meus pensamentos eu sabia que nada fora real, eu só sabia que a droga tinha me levado tal prazer, só me deu vontade de usar mais e mais.
Pés no chão; virei a banca de jornal, agora na Av. Getúlio Vargas. Carros de policia em todos os lugares, subi rapidamente as escadas do Shopping Gandara, entrei na Tricolor, estavam todos lá. Fiquei curioso ao ver o prefeito de Praia Grande, Alberto Mourão. Apertamos às mãos, na minha cabeça só havia a questão "Porque um prefeito de Praia Grande estaria fazendo campanha em Mongaguá?".
Em um pequeno dialogo com a minha irmã, perguntei:
_ Laura, o que esses polícias estão fazendo aqui?
_ Estão procurando a cocaína! – respondeu ela com ferocidade.
Depois de ter ouvido esta resposta, me senti horrível, como se fosse o centro de um tumulto, eu sabia que aquilo tinha sido uma indireta. Eu pensei em esconder elas no banheiro, mas se eles me vissem entrando lá saberiam que fui eu. Com esperanças de acabar com tudo aquilo, eu disse alto: "Estou indo lá em cima", o irmão do meu pai, Daniel, disse: "Eu vou no 3º andar". Senti um medo de que ele fosse me seguir; que ele soubesse o que eu tinha causado. Saí correndo em direção das escadas, subi até o 2º andar, me escondi em um corredor, atrás de uma parede, vi ele subindo à escada, em direção ao andar superior. Agora me senti seguro, fui correndo pelos corredores, frustrado, procurando algum lugar para me livrar daquilo, olhava para os cantos das paredes. Não estou achando! Não estou achando!, e agora? Onde eu vou esconder... Estou sentido meu tempo acabando, estou confuso. Cheguei ao ultimo corredor, não tinha mais lugar pra ir. Tirei as drogas, larguei elas em um canto. Agora meus pensamentos eram "Eu vou voltar, eles não vão me achar com nada, as drogas vão estar lá em cima, e outro leva a culpa".
Corri pelos corredores em direção a escada, desci a primeira rapidamente, parecia que não tinha fim, por um momento pensei ter visto fantasmas. Desci mais um degrau, olhei pra cima para confirmar. Eu vi várias pessoas reunidas, olhando pra mim, cada vez que descia mais eu tinha certeza que estava vendo fantasmas, eu sabia que aquilo era efeito da droga, mas havia se tornado realidade, tudo dentro de mim. Aquela imagem estática de pessoas em cima de escada me olhando me lembrava algo familiar, por um momento pensei que fosse um pôster do Slipknot que tinha em meu computador, mas eram fantasmas, fantasmas criados pela minha imaginação? Eles saíram de seus lugares, aquele que parecia ser uma mulher, um vestido branco, seus cabelos tampavam sua face, aterrorizante.


Os degraus que não tinham fim chegaram ao fim. Corri pelo primeiro piso em busca de ajuda, mas eu sabia que ninguém, além de mim veria ela. Ela corria atrás de mim, não parava e nem se cansava, quando cheguei em frente a Tricolor, ela se prendeu em minha cintura, não deixava eu sair, ela queria me levar, eu sabia que aquilo era tudo por causa da droga, mas parecia mais real do que a própria realidade. Eu olhava para dentro da loja e não percebiam, consegui me soltar, corri para dentro da Tricolor. Enfim seguro, naquele momento eu só não queria sentir os contras da droga, não queria mais a droga.


Medo, medo, medo e mais medo. Me libertei, olhos arregalados, apertei os lençóis de minha cama. Acordei de um sonho? Ou seria um pesadelo?

terça-feira, 30 de setembro de 2008

dια 30² ▫ Celular Novo

Parte 1: http://raulizar.blogspot.com/2008/09/30a.html

Liberdade! Cheguei na Tricolor e minha irmã perguntou:
_ Já? Chegou cedo!
_ É, dei a fuga. Laura, compraram o almoço?
_ Não, só pedi uma marmita. Seu pai – é assim que chamamos o nosso pai – disse que ia trazer comida da casa da vó.
_ Ahh, ta!
Nem deu pra mim usar nenhum computador, todos estavam ocupados, fiquei conversando um pouco com a Gisele sobre Friends, mas depois eu vi pela janela meu pai chegando de carro com a minha mãe. Vi que minha vó estava no carro, e fui descer pra falar com ela, eu tava com saudades. Descendo a escada minha mãe disse: "Sua vó quer falar com você", aí eu disse: "Já tava indo lá mermo". Fui até o carro, e sem suspense ela puxou um celular da bolsa e disse:
_ É pra você
_ Ahhh, brigado vó!
_ Ele é meio antiguinho, depois te dou um que tira foto.
_ Ah, não precisa não, não se importa esse é muito loco.
_ É que eu sempre ganho grátis de 6 em 6 meses. – Essa parte eu não entendi :S
_ Ah, mas eu gostei desse aqui, é mó lindo. – Não é um celular modernooo, mas é preto, e fino *-*, e tem um layout legal. Pra um fudido que queimou o computador e teve sua bicicleta roubada, esse é o fim de uma grande maré de azar.
Subi as escadas todo eufórico, cheguei mostrando o celular pro povo, e o Thiago já fez aquela cara de bunda e começou a rosnar coisas do tipo: "A Vó ta fudida, ela te deu um celular, e pra mim nem deu. Ela sabe que eu preciso mais que você!". Eu olhei pra cara dele ._. "Oxi, ela nem é sua vó. Quer dizer, ela me conhece há mais tempo... Ahh, ela deu pra mim, foda-se".
Com R$3,00 que a Laura havia me dado para comprar um lanche, eu gastei com dois gordurosos e queimados bolinhos de carne da padaria 'Ouro Bianco'. O carinha que vendia lanches gostosos a R$1,00 fechou a loja dele em cima do Bradesco.
Peguei um real no caixa, a sacola que trouxe de casa e fui pra lanhouse do Alexandre. Subi para o ônibus e sentei logo no meio, eu tava com medo de o ônibus virar antes do caminho de chegada, ou fazer um trajeto diferente... mas com medo mesmo eu fiquei foi da tiazinha que sentou do meu lado. Caralhoo, sempre sentam do meu lado com o ônibus vazio! A mulher parecia louca, ela dava uns tic's com a cabeça, ficava se contorcendo e olhando pra minha cara, eu agarrei firme a minha sacolinha e virei o celular pro outro lado, comecei a fuçar os recursos, poucos, mais ainda sim recursos. Quando vi que o ônibus tinha chego até a escola que ficava em frente a lan, comecei a descer junto com o povo, agradeci o motorista e fui em direção a lanhouse. Lá tentei ajudar o Alexandre a concertar a rede, tinha um molequinho baixinho e gordinho, que veio sei lá da onde e ficou olhando o que estávamos fazendo. Ele não se tocava que já podia ir embora! Tentamos instalar alguns jogos, mas com a lerdeza que tava aquele servidor não deu muito certo não. A única coisa que consegui foi colocar um serial no Counter-Strike sahuashuahsu. Com a ajuda do Joelson, pelo MSN, tentei fazer um server pra jogar em rede o_o.
Depois acabei brigando com uma pessoa que não queria, eu acho.
Sai de lá, fui pra casa do Leonardo, e ficamos conversando sobre isso, até umas 3 horas da manhã. Quando cheguei em casa, levei muitas broncas.

dια 30¹ ▫ Aquele dia na Escola

  Bela terça feira! Não consegui acordar (como sempre), depois de ter chegado em casa às 01:30 da manhã... Quando ouvi a voz da minha irmã entrando em meu quarto, dei um salto da cama, ela perguntou: "Não vai trabalhar hoje?" e eu respondi: "Vou! Já to até arrumado", saí pegando as roupas jogas pelo chão do quarto, peguei uma calça com os bolsos rasgados e vesti, abri o guarda-roupa, olhei de ponta à ponta todas as camisas pretas, pensei um pouco e escolhi uma preta.
  Hoje minha mãe foi junto comigo, ela ia ficar zambuletando por Mongaguá, abri minha pasta de serviços no computador e vi que estava lotada. Não lembro os serviços que eu fiz, lembro-me de um pôster, era uma garotinha morena, com manchas no rosto. Tirei as manchas dela, troquei o fundo branco e coloquei um branco, uma margem laranja em volta, e em baixo escrevi "Maria Luisa 01º Aninho". Fora isso naum to lembrado de mais nada, quando deu 12h30minh me lembrei da escola. Eu não sabia se ia ter aula hoje, olhava sem parar pela janela, pra ver se tinha algum trouxa à caminho. Com a minha mania insuportável de olhar para o espelho de 1 em 1 minuto, entrei no banheiro, dei uma mexida no cabelo, aproveitei para tirar água do joelho (sempre quis dizer isso *-*), depois voltei pra sala. Olhei pela janela pela ultima vez, vi um carinha que sempre passa pela Getúlio Vargas.
  Ele nem deve imaginar, mas ele é meu ponto de partida. Se ele vai pra escola, é porque eu sei que vai ter aula. Se ele não vai, é porque não vai ter aula. Se ele não vai, e tem aula, bem... aí quem se fode sou eu, né?!

  Na pracinha em frente a escola, não haviam muitos alunos. Só os maconheiros que sempre ficam ali em frente, os pais corujas que levam seus filhos cdf's, as garotas do Expressão – uma escola particular pra pobre metido a rico (segundo a minha professora de Geografia, Vera Ledo) – que passavam lá em frente pra a gente ficar de olho em suas nádegas bonitinhas e tinha também só um moleque da minha sala, o Guilherme. Sentei do lado dele no banquinho e perguntei sobre a aula de ontem, ele disse que não teve nada demais, disse também que hoje íamos sair às 14h. Tocou o sinal e como só havíamos nós dois, íamos dar o fora, mas daí ele decidiu ir na secretaria para pegar um papel pra trabalhar de guardinha na prefeitura. Na secretaria eu vi o Jé passando no corredor, ae resolvemos ficar (no sentido de se estabelecer). Entramos pela porta da secretaria mesmo, tomei rumo pra classe. Primeira aula era Geografia, e a segunda era Geografia também sauhash. Os alunos da 8ª A eram poucos hoje, só tinha umas 3 garotas e uns 3 garotos (contando que eu já sou um homem (H)). A professora – a mesma citada à cima - entrou na sala de aula, e logo atrás dela vieram alunos da 7ª série, e no meio deles estava a minha 1ª filha, Thalita \o/. Depois de uma guerra de balas doce – iniciada pelo Jefferson – vieram as gracinhas que me prejudicavam, ele escondeu o meu estojo dentro da outra sala, aff, como seu eu não soubesse que tinha sido ele, dã! Fiquei um tempo sentado com a minha filha, ela me chamou para ir na casa dela na 5ª feira, que ia um povo da escola para assistir filme lá, e eu todo emocionado por ter recebido o convite, aceitei, claro! xD A Professora Vera Ledo – criativamente apelidada pelos outros alunos de Vera Rego – passou uma lição interessante. Eu gosto de lições interessantes, elas me fazem lembrar que a escola as vezes tem algumas utilidades e benefícios. Era um texto que falava sobre, as pessoas que nascem em um local e vivem até a morte, e as pessoas que migram para locais distantes. Passou uma questão: "Se você fosse migrar para outro país, qual país seria?", e eu na pressa para voltar a jogar com o Canarinho, respondi o primeiro que me veio na cabeça "Eu mudaria para os EUA, porque apesar de ser praticamente o centro do Planeta Terra, é um país que muitos gostariam de ir. E conheço um cara que mora lá, e disse que a tecnologia é avançada e os preços muito baixos".
  Tocou o sinal novamente, já estávamos na 2ª e ultima aula :B, a profª. mandou irmos para uma sala onde se encontrava a 5ª série O_o. Fomos todos juntos nos unir com a pivetada, ela passou um livro e mandou ler 4 páginas, eu tava de saco cheio e nem fiz a droga da lição. Nada de legal dentro daquela sala a não ser atrapalhar a aula das crianças. Um molequinho que sentava lá na frente começou a se aparecer, acho que ele queria nos impressionar, afinal somos os alunos mais velhos x). Esse mesmo moleque tacou errorex na cara, e pra deixar mais divertido tacou na cara do amigo sentado a direita, kkkkkkkkkkkkkk rachei o bico de ver a cara deles. Cansado de não fazer nada, fui para a porta da sala de aula. A tia (expectora) tava tirando cadeiras de uma sala e colocando em outra, eu como bom aluno que sou, perguntei se ela queria ajuda, como já era de se esperar ela disse que sim huioheahiahieoeaeioaehiehehe. Levei a mesa e a cadeira ao mesmo tempo, para a sala 10 (que nem ela falou pra fazer ;D). Tocou o sinal novamente e saímos voando pela porta, a Profª. Simone perguntou onde tava meu bilhete, eu respondi "Ah, claro... Que bilhete?" Ela disse que era um bilhete com a autorização do responsável, para liberar a saída do animal. É obvio que eu não preciso de um bilhete ridículo desse, só que na hora eu bem que queria ter um ¬¬’. A Profª. sumiu pelo pátio e eu aproveitei a deixa para abrir a porta e dar o fora, quando eu abri tinha um mulher vindo pelo outro lado o_O. A minha Ex Profª. de Geografia estava indo embora naquele momento, ela saiu e avisou pra tia (uma outra expectora) que estávamos tentando fugir. A muié veio, fechou a porta e saiu. Logo atrás de mim surge o Jé do nada, ele me deu um empurrão pro lado com aquela pança e abriu a porta, eu saí correndo porta a fora, ouvi gritos de alguém falando pra voltar, mas nem olhei para trás.

Parte 2: http://raulizar.blogspot.com/2008/09/30b.html

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

dια 12 ▫ Passeio na Motoca

  Hoje é o aniversário da Natálinha, liguei pra ela para dar os parabéns – Que nem eu havia prometido –, só não esperava que fosse ficar 4 horas com ela no telefone, falamos de assuntos tão variados, desde as eleições americanas à queda da economia HAEihAEIHOiohea. Falar em queda na economia, nem quero ver a conta de telefone uhashuaush. Bocejei bastante, dificilmente desliguei o telefone e fui dormir, às 04h.



  Estava de manhã, quando derrepente algo abre a porta do meu quarto e puxa meu cobertor. Era meu tio me acordando, tão cedo, eram só 10:30! Caralho, tava tão bom o sono, os sonhos... (6) Então, depois de ter feito um comentário do tipo "Nossa, que perna peluda é essa?", minha mãe responder "É, tem mais pelos que o pai dele" e eu, em pensamentos... "Pronto, acho que isso é herança da mãe deles".

  Não deu tempo nem de me espreguiçar e meu tio já foi me chamando pra ir na casa dele para arrumar o computador. Dei uma passada antes no Supermercado São José, só havia um moleque na minha frente, uma demora dos inferno, ele começou a pedir mortadela, presunto, queijo, salame... No balcão tinha uma atendente, só que a retardada olhava pra minha cara e não me atendia, porra meu, quê que aquela trouxa estava fazendo ali se ela não trabalha?! Cacete! Tempos depois peguei o santo pão e saí fora. Coloquei um capacete e subi na moto do meu tio, a lambreta, saiu no maior pau. Chegando na marginal ele começou a correr e voar pelas lombadas, tomei um susto quando vi ele tentando ultrapassar um carro pela direita, eu olhei, parei meu cérebro naquele momento e pensei "Ele não vai fazer isso!", quando olhei pro lado só vi a janela direita do veiculo branco ao meu lado... – DIACHO! ELE TEM CARTEIRA DE HABILITAÇÃO? – Na hora fiquei no cagaço de o carro dar uma fechada em nossas pessoas... Já estava ficando acostumado quando ele fez isso mais 3 vezes durante o trajeto ^^! Eu já estava na expectativa de que ele não tentasse mais repetir aquilo, mas não contente ele tentou se meter no lado direito de um ônibus, mas só parou quando o ônibus deu uma freada em nossa frente, por sorte os reflexos do veinho ainda eram bons, parou a moto junto com o ônibus, se eu não estivesse me segurando na moto, eu estaria com a cabeça dentro do escapamento do ônibus. Segundos depois de tal fato, meu tio olha pra trás, com aquele sorriso amarelo: "Hehe" e eu com aquela cara de espanto: "Eh... ainda não foi dessa vez". Depois de o ônibus ter ficado para trás, me senti em uma arrancada, começou a correr pela avenida, 80kmph, ultrapassando vários carros, pelo lado esquerdo... chegamos em nosso tão esperado destino!

  Enquanto eu arrumava o computador, ele trazia uma bandeija com 5 lanches O_O e dois copos de suco. Arrumei a bagaceira e liguei o computador, testei a net e entrei no msn. Fiquei enchendo o saco da Natália no msn, os dois ligaram a cam e ficamos de palhaçada huashasa, interessante como ela consegue atender o telefone, segurar com o ombro e usar as duas mãos para outras coisas (6), acho que só eu não consigo executar tal ato.


Finalmente em casa! Agora me da licença que estou indo no banheiro passar um fax para New Jersey.

sábado, 2 de agosto de 2008

dια 02 ▫ Ação Social e Cidadania

Hoje foi um dia corrido.

Todo ano em Mongaguá tem o "Ação Social e Cidadania", um evento com varias atividades gratuitas: cortar o cabelo, fazer as unhas, tirar RG e Carteira de Trabalho; palestras sobre drogas e DST, etc. Pra começar bem o dia, os computadores que a gente tava trabalhando não queriam ligar. Nós da Tricolor, estávamos encarregados de distribuir fotografias 3x4 – apenas para aqueles que fossem fazer algum tipo de documento, ali, na hora –, só que deu um pobrema lá na fiação e os computadores não pegavam de jeito ninhum. Depois de muitas horas perdidas, um peão lá da prefeitura conseguiu dar um jeito na energia.



Depois do expediente, fui dar uma volta com o Rodrigo (cunhado do meu pai) por ali nos arredores da Av. Dudu Samba. Eu já to com uma rouquidão e uma tosse desgraçada... Fomos em um stand que falava sobre Doenças Sexualmente Transmissíveis. Ficamos passeando por dentro de uns túneisinhos que tinha lá dentro, e no final tinha uma tia gorda perguntando se a gente sabia por uma camisinha. Eu, como sempre, querendo fazer graça disse pra ela: “Que nada, isso eu deixo pra minha namorada...”. “Então você é machista? Você acha mesmo que é ela que tem que por em você?”. Eu já vi que a mina não tava de bom humor, e com aquela cara de bunda que fiquei resolvi calar a boca, mas a cagada já tava feita... "Abre a camisinha e coloca nesse supositório". E lá vai o bestão... “Não é pra rasgar com os dentes! Tem que puxar a ponta”. Depois de aberta, eu peguei a camisinha e estiquei... “NÃO TEM QUE ESTICAR! Coloca ela e puxa a pontinha. Ta vendo essa pontinha? Então, essa que tem que puxar. Olha como é que faz”. Ainda bem que não tive que pegar na porra daquele consolo! E àquela altura todo mundo ali na salinha já tinha descoberto a minha virgindade, então agora nem cola mais aquele papo de que sou comedor.
Saímos de lá e resolvemos ir almoçar uma gororoba de arroz com frango e uma "salada" que tinha lá. Dentro do Jacozão (uma quadra esportiva que tava servindo de improviso como refeitório), eu vi uma garota que era da minha sala, a Paola. Cumprimentei ela e achei engraçado, porque um dias antes ela tinha comentado que me viu, sendo que nem era eu 'haha. Até brinquei e disse na hora “agora sou eu mesmo”, ou algo parecido.
Na volta pra nossa barraca de 3x4, vi um tanto de gente feia pelo caminho... E por falar em gente feia, até vi um moleque da minha sala, o Jhonatan, que me viu lá e ficou rindo com uma cara de besta. Depois vi o Jé cortando o cabelo 'haha, a mulher tava fazendo uns picotes cabulosos na cabeça dele; tive até que me afastar pra não rir.


Com todo esse papo de cabelo, isso me lembra que eu tinha que relatar isso: Assim que voltei para casa, pedi para minha mãe pintar meu cabelo. Depois de muito chorar e espernear, ela se rendeu e fez a minha vontade – mentira, ela que comprou a tinta.
Engraçado, sempre que você vai ao cabeleireiro, corta, muda a cor, sempre fica SuperFashion na hora, agradável; você sai de lá todo felizão, mas depois que seca o cabelo, você dorme e se olha no espelho no outro dia, ta um caco. Foi bem isso que aconteceu, na hora ficou aquele preto azulado muitxhu louco, depois que secou, fiquei a cara do Professor Snape. Uma pena não ter tirado fotos na hora. Mas umas semaninhas depois eu até que acostumei.


© [1] 2007 Warner Bros. Ent.
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Postagenzinha sem graça, não? E só de pensar que eu levei 1 ano e 2 meses pra digitar isso...

Só pra constar:
Eu fiquei mais de um ano sem postar nada nesse blog porque tava com muita preguiça de organizar, escrever e terminar os textos que se acumularam no computador.
Vou fazer um esforço pra mandar tudo que ta atrasado.
Nem todos os textos foram escritos na mesma data que o fato ocorrido – esse aqui é um bom exemplo.
Portanto: colocarei a data do dia e a data de digitação, só pra clarear as idéias, até o blog ficar em dia.

E eu aqui justificando tudo como se alguém tivesse lendo, 'haha.
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