terça-feira, 29 de junho de 2010

dια 29 ▫ Conversando com Deus

Eu sei que o senhor escreve certo por linhas tortas, mas cara...


Pare de me enviar sinais! Pare de me fazer pensar nela!
E quando eu estiver pensando, pare de fazer com que o relógio mostre números iguais,
com que ela apareça no EXATO segundo em que a falta me consome,
de botar esperanças aqui dentro de uma coisa que NUNCA irá acontecer.

Eu não a quero! – ta bom, talvez queira, mas que se dane!
Ela não dá a mínima pra mim; nunca nem se quer sentirá nada por mim,
por mais misero que seja, comparado ao que sinto por ela.


Desculpe conversar – ou discutir – com vossa excelência de maneira tão chula,
usando um vocabulário indigno de tamanha grandeza, Deus.
Creio em ti, e se você existe e entende a cabeça de todos nós,
sabe que assim sou eu e que não tento ofendê-lo.

Eu deveria é lhe agradecer todas as noites antes de dormir pelo corpo quase perfeito e não tão saudável que me déstes, mas o senhor sabe que sou grato por tudo isso e mais um pouco. Porém, sinto-me no direito de reclamar contigo por cada vez em que brinca comigo, um de seus filhos, de maneira tão baixa:
-
Tantas e tantos em sua criação! Por que logo eu devo ser um daqueles infortunados merecedores de sentir amor por uma maldita fêmea?

Estou tão angustiado e tão apaixonado que, nem coragem tenho de pedir para que separe tal sentimento de minha pobre alma inútil, oh, Pai.
-
Esse amor é tão forte! Não consigo encontrar um jeito de me livrar dele, pois no fundo eu sei que apenas quero apreciá-lo da maneira correta.


Por favor, Deus, só espero que realmente saiba o que está fazendo.