quarta-feira, 12 de agosto de 2009

dια 12 ▫ Analise de Parágrafos

........................................................................................................................................................

1# Inicio da poesia.
Idéia atual e incerta + pensamento positivo, que resulta no decorrer do texto.

Estou cego de amor. Embora ela esteja comprometida e talvez não goste mais de mim, eu ainda tenho esperança de que um dia possamos ficar juntos.
Não é certo viver o incerto. Ilusão não é bom para ninguém.
........................................................................................................................................................

2# Mensagem direcionada à 'fonte-de-inspiração/alvo' e ao leitor.
O tempo passou mas as coisas continuaram iguais.

Oito meses se passaram, oito meses em que ficamos afastados.
Eu a procurei, não pensando em voltar... apenas estabelecer contato.
Mas o pouco que conversamos fez reacender a chama daquela paixão.
Os sentimentos positivos que eu sentia em relação a ela ainda são os mesmos e os negativos tende a desaparecer.
........................................................................................................................................................

3# Escritor confuso e com medo.

Embora ainda tenha vontade, o melhor a fazer é desencanar.
Há uma certa crendice de que os dois foram feitos um para o outro, por conta da química e das coincidências, mas independente disso ser ou não magicamente real, as coisas mudaram.
Mesmo com o caminho livre, eu já não sei se é isso mesmo o que eu realmente quero.
........................................................................................................................................................

4# Contras do Amor – Sentindo-se idiota por amar sem vontade.

O amor te traz felicidade, carinho e prazer, mas como tudo, tem os contras: sofrimento, dor, raiva e etc.
Uma das piores coisas de amar, é amar sem vontade e se sentir um imbecil por conta disso. Fazer o que? não tenho culpa!
........................................................................................................................................................

5# Concordando com o Primeiro Parágrafo (1#) – Amor Sanfona (vai e volta).

Eu estou sentindo que a vida passa e que talvez não possamos nos unir, mas a cada vez que penso isso eu a amo cada vez mais, e não faço de propósito!
........................................................................................................................................................

6# Chegando à conclusão final – Texto em sintonia (resposta) com "A Fraqueza do Homem".

Em outro texto meu eu achava que a única solução era viver te amando, independente se fosse ou não acabar ao teu lado, mas agora, de algum modo eu percebi que também tenho a opção de viver sem pensar no que o futuro aguarda para nós dois.

Mesmo querendo me fazer de forte, ainda sim o texto acaba com um certo anseio.
Quando escrevi que ia seguir o destino, escrevi pensando na possibilidade de que ele reservaria algo para ambos.

Acho que não vou deixar de ser aquele profundo apaixonado esperançoso.
Eu quero e espero estar errado.
........................................................................................................................................................

Acabo por aqui, e ainda acho que ninguém vai entender nada. 'kkk

dια 12 ▫ Entendendo a Poesia

Uma das coisas mais interessantes na poesia é que você lê e relê e fica sem entender patafinas.
Em alguns casos você só entende quando o texto traz emoções e fatos que batem com os seus, ou seja, quando você se identifica.

Admiro as poesias fáceis, aquelas escritas para que todos entendam; mas quando você está por trás, quando você banca o poeta... ah, aí você entende a cabeça do autor.
Sua intenção é apenas de expressar teus mais íntimos sentimentos, não de fazê-los compreensíveis; mas mesmo assim a vontade de compartilhar suas belas palavras supera a vergonha – eu, pelo contrario, não temo.

Não entendo nada sobre poesia, somente o essencial: poetizar é expressar aquilo que você sente.
Mas se tem uma coisa que eu pude reparar com o pouco de experiência, é que não adianta escrever para ganhar publico, tentar causar impacto ou emoção, ou até mesmo se vender.
A poesia sai por naturalidade, e não por necessidade.

Agora chega de falar e falar, ou melhor: escrever e escrever.
Fiz uma espécie de explicação, para que todos possam entender a cabeça do autor – nesse caso, eu.
Sei que futuramente isso vai servir para mim também, que irei ler esse texto um tanto abstrato sem entender direito qual tinha sido a minha intenção.

→ http://raulizar.blogspot.com/2009/08/12c.html
© Raul Izar

Criado: 12/08/2009 23h50m - Revisado: 17/08/2009 14h12m - Postado: 15/11/2009

dια 12 ▫ Ao acaso do Destino

Hoje eu finalmente cheguei à conclusão de que não posso te amar pra sempre.
Mesmo sabendo das atuais circunstâncias eu ainda tinha esperanças,
mas já vi que o correto a fazer não é continuar batendo na mesma tecla.

Toda aquela conectividade que tínhamos... a admiração que eu sinto por você, os sentimentos... nada mudou.
Parece que tudo aumentou agora que voltamos a nos falar.
Mas eu prefiro acreditar que não é amor, embora eu saiba que é.

Eu ainda tenho fé, mas eu quero me livrar dela!
O Universo conspira ao nosso favor, pode ser que o destino faça o mesmo,
mas até lá eu já não sei qual vai ser a minha escolha – se agora eu tenho duvidas...

De todas as façanhas e negatividades que o amor nos traz,
tem uma que é a mais ridícula: amor platônico.
Você se sente um idiota por sentir e, por mais que queira, não consegue se livrar dele.

É... à cada dia que se passa eu vou sentindo que não posso te amar pra sempre.
Amor estúpido!
Eu penso que não é real, passageiro, mas a cada dois meses ele volta pra me consumir.

A escolha agora não é mais ‘viver te amando a cada dia sabendo que nada irá acontecer’.
Diria que agora é hora de viver pra esquecer esse amor, mas ainda sim há um vínculo.
Portanto: agora é hora de viver minha vida sem pensar na nossa antiga ou futura paixão.
Vou ser imprevisível e o que o destino colocar em meu caminho será a minha escolha.

© Raul Izar

Criado: 12/08/2009 22h37m - Revisado: 17/08/2009 13h20m - Postado: 29/10/2009 01h11m

quinta-feira, 4 de junho de 2009

dια 04 ▫ Pra você esta Poesia

Poesias saem em momentos de fúria, em que a sua cabeça está borbulhando em pensamentos.
Éh... foi pra você esta poesia ↓


Por um momento tentei te esquecer...
Mas quando lembro do seu olhar...
Que me conquistou com teus olhos castanhos.
Do seu sorriso que provoca o meu sorriso...
Da sua presença que desperta minha felicidade...
Do seu abraço que me esquenta...
Suas mãos... Ah, suas mãos!
Os beijos são saciáveis e perfeitos.

Adoro sentir sua falta. Amo estar ao teu lado.
Eu já não sei mais. Você me tira dos eixos. Confunde a minha cabeça.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

dια 28 ▫ Irreversível

A vida me sorri então, recolho os cacos que deixei no chão
Milhares de recordações transformam tudo em canções...
E essa daqui é pra você:

Se eu pudesse desfazer tudo de errado entre nós...
E apagar cada lembrança sua que ainda existe em mim...


Eu sei que nada que eu diga vai trazer o longe pra mais perto de mim dessa vez
Por que gostar de alguém vai ser sempre assim... irreversível?


A vida ri de mim então, percebo o quanto é triste te esperar em vão
Mas acho forças pra cantar, quem sabe você possa me escutar?
Eu só queria te dizer:

Se eu pudesse desfazer tudo de errado entre nós...
E apagar cada lembrança sua que ainda existe em mim...


Eu sei que nada que eu diga vai trazer o longe pra mais perto de mim dessa vez
Por que gostar de alguém vai ser sempre assim... irreversível?


A cada passo que eu dou pra frente, eu sinto o meu corpo indo pra trás
E a cada hora que vivo sem sentido, parece me fazer te querer cada vez mais


Eu trago em mim apenas um sorriso; braços abertos pra te receber
Mas acabo sempre triste e sozinho, procurando uma maneira de entender
Se é irreversível para mim, então é irreversível pra você
Se tudo tem que ser assim... ENTÃO DEIXA SER!


Irreversível - Interprete: CPM 22 - Composição: Ricardo Japinha e Rodrigo Koala

quinta-feira, 7 de maio de 2009

dια 07 ▫ Cabeçudo da Bicicleta

  05:30 da manhã: minha mãe vem me acordar; falo pra ela me deixar dormir um pouco, mas 05:40 e lá vem ela de novo; eu falei alguma coisa da qual não me recordo e voltei a dormir. 05:55:
- RAUL, ACORDA! JÁ É CINCO PRAS SEIS!
- Ah, Mãe... Tô com sono, deixa eu dormi...
- Vai faltar na escola?
- Não, vou na segunda aula!
- Que hora que é a segunda aula?
- Sete e cinqüenta!
  Voltei a dormir; dessa vez com esperança de ter um longo sono e um sonho gostoso e demorado. Sei lá que horas eram, e mais uma vez vem a Véia:
- ACORDA PRA IR PRA ESCOLA!
- EU NÃO VÔ! Não consigo acordá! Me deixa dormi e não me chama mais!
Talvez umas 8 horas...
- ACORDA! VOCÊ VAI TRABALHA?
- NÃO, NÃO E NÃO! Por favor, Mãezinha, deixa eu dormi!
- Como que você não vai?
- Eu vou mais tarde!
- Que horas?
- A hora que eu acordar. TCHAU, EU QUERO DORMIR!
De fato eu não consegui levantar.

  Agora sim! Finalmente poder repor as energias; ficar deitado, enrrolado nas cobertas; descansar, sonhar, sonhar... sonhar...
Hoje eu não tive um sonho nada legal... Sonhei com a amiga daquela garota que eu amava muito, a gente conversava e eu perguntava muito sobre ela; achei o orkut dela e por um momento hesitei em abrir, reestabelecer contato.


  13:30: eu acordo com a barulheira do pedreiro que tava arrumando a pia e vou lá pra fora falar com ele.
- Minha mãe disse que eu tava aqui?
- Não! Te assustei?
- Pior que sim! rsrs
  Tomei banho pra ir trabalhar, me arrumei, peguei a carteira (sem dinheiro) e coloquei os óculos (H). Acabei não indo porque já era meio tarde e não ia ter tempo pra ver X-Men, então fui na casa do Doido perguntar se ele queria ver.
Quando eu, ele e o Guilherme tava de saída, falei pra passarmos em frente a 7, só pra ver né... Daí na volta eu vi o Henrique e cobrei o meu CD do GTA San Andreas: - E meu CD, Caloteiro!? - Vamo lá em casa busca!
Perguntei pro Leonardo e pro Guilherme se eles queriam ir, então fomos todo mundo de bike, menos o Leonardo que ficou correndo com as calças dobradas [?].
  Quando voltamos passamos na pista de Skate que tem em meu bairro, menos o Leonardo cagão que não quis ir. Foi muito loca a adrenalina de ficar dessendo as rampinhas de bicicleta husauhsa. Passou um tempo, a gente estava descansando, foi quando chegou um moleque pirralinho, cabeçudo pra caralho: "Mó legal subir isso aqui!" e eu comentei: "É muito loco!" daí o molequinho retrucou "Não te perguntei nada" e eu confuso e com raiva respondi "Perguntou sim, idiota". Ele resmungou alguma coisa e saiu andando.
  Eu tinha perguntado pro Leonardo de sera numa casa lá atrás que morava uma amiga dele, ele confirmou e eu apostei que tinha coragem de chamar ela. Eu falei pra ele segurar o GTA e olhar a bike pro moleque doido não pegar; daí fui lá na casa dela e gritei: "RAFAELA!". Tentei mais de quatro vezes, espiei dentro da casa pelo buraquinho do correio, e só tinha uma muié na sala, acho que passando roupa, mas mesmo assim ninguém atendeu ou respondeu. Voltei pra lá o Leonardo tava todo envergonhado e agaichado se escondendo, me chamando de louco.
  Passa um tempo e chega o Moleque Cabeção falando pro Leonardo: "Cansou?" e o Leonardo que não tinha feito porra nenhuma além de ficar sentado respondeu: "Pedalei pra carai!" e o Cabeção: "Eu tô mó tempão pedalando! 4 horas!" Eu não resisti e tive que fazer uma imitação dele, só que com a voz piorada 15x:
- Eu tô 7 horas!
- Eu to 12 horas! - respondeu o Cabeçudo.
- Eu to desdas zero hora até as vintiquatro hora pedalando aqui! - e o Guilherme rindo sem parar
- Eu te comi e você ainda fez um boquete! - Eu fiquei indignado com um moleque pirralho daquela idade falando uma porra cabeluda dessas, então continuei:
- Tu me comeu e eu te fiz um boquete! - daí o moleque ficou surpreso e sem graça:
- Eu te comi, é?
- É, eu te dei o meu cu, fico preto!
- Tu deu pra mim, né? Deu pra mim, né?
O moleque foi embora do nada, todo sem graça e a gente começou a cascar o bico. O Guilherme não parava de dar gargalhadas de lembrar da minha imitação de criança nordestina.
  Quando a gente tinha chego na pista tava deserta, mas agora já havia uns três molequinhos andando de bicicleta por lá. Passou um doidinho andando e subindo a rampa, até que levou um tombo. Eu comecei a rir, mas depois fiquei com pena do pirralinho lá estirado no chão. Depois o Cabeçudo começou a rir sem parar e apontar pro moleque caído, eu mandei ele párar e calar a boca, daí ele retrucou: "Vem cá me fazê pára!". Eu levantei com uma raiva, mas só pra ameaçar o Cabeção, e deu certo, porque ele subiu na bicicleta e saiu correndo. Eu falei pro Leonardo e pro Guilherme: "Esse moleque que devia ter caído, haha; filho da puta!" e o Leonardo: "Pára de zicar, coitado do moleque!". Menos de um minuto depois, eu virei pra ver o cabeção, que passou correndo de bicicleta no maior pau, preguei minha atenção nele e reparei na roda da frente derrepente bateu no relevo e freio a bicicleta. Foi a cena mais emocionante que eu já tinha visto na minha vida. O Cabeção saiu voando por cima da bicicleta e se escancarou tombado no chão. Eu não resisti e comecei a gritar: "AEEE! KKK! CAIU!! SE FUDEU! TROXA! OTÁRIOOOO! UHUULLL, AE AE!". O outro molequinho que tinha caído antes começou a tirar mó sarro, e eu dei risada com gosto. O Cabeçudo ficou todo vermelho, completamente sem graça, ele olhou assim pros dois lados e montou na bicicleta e foi embora voando.

  Saímos da pista de skate com uma fome (pelo menos eu), e passamos no mercado pra comprar pão, na verdade, 12 pães G_G. Fomos à minha casa e preparamos 12 sanduíches de Presunto&Queijo, o que compensava mais do que comprar pastéis, mas mesmo assim comendo uns 4 ou 5 a minha fome não foi nutrida. Assistimos X-Men 1 e X-Men 2 na casa do Leonardo, nos dois eu fiquei criticando o cabelo do Hugh Jackman e os efeitos especiais do filme que sempre estavam artificiais.
  Após acabar os filmes, entrei no MSN; falei com a Lucy, que fez o favor de caguetar que a Jean morre no terceiro filme --'; com raiva eu contei quem era o assassino em Efeito Borboleta 3, mas ela disse que não ia assistir mesmo, aff.
  Pela primeira vez vim embora cedo, e cá estou eu, em my house escrevendo nu papel, sem pc, com sono e sem forças às 1:30 da matina. FIM.

Ok, esse texto foi um lixo total, mas eu tinha que registrar a passagem daquele Cabeçudo na minha vida, haha. Esse acontencimento foi mais legal na hora, porque não teve como passar a diversão escrevendo esse fato.


Escrito: 07/05/2009 - Digitalizado: 19/08/2009 22h22m - Postado: 03/03/2010 02h48m

sexta-feira, 24 de abril de 2009

dια 24 ▫ Música da Panela

Fica aqui uma música super-criativa que fiz num dia que estava com bastante fome:


Eu preciso de uma panela [Feliz]
Porque eu só quero, essa panela
Eu necessito, dessa panelaaa
Para fazer meu miooojo!

Porque eu preciso dessa panelaa! [Dramatico]
Eu preciso delaaa
Somente uma panela! [Suplicando]
Só éélaaa!
Me dê a porra da panela!
Eu to querendo a panelaa!
Panelaaaahaaha...
Necessito dela!

Miojo na panelaaa...
Miojo na panelaaa...
Miojooo...
Dê me a panela agora!
Dê me a panela agora!
Se não for... agora...
Então se foda a panela!
Que se foda essa panelaa!
FODA-SE A PAANÉÉLAA!
Yeah


E para quem gostou, aí vai o link para download (só não repara na taquara-rachada):
http://www.4shared.com/file/102878038/ea300819/Raul_Izar_-_Panela__Tentativa_.html

sexta-feira, 13 de março de 2009

dια 13 ▫ Super-Herói da Comunidade

Quem sou eu? Eu sou o Homem Aranha.

Bem, eu não queria revelar o meu segredo, mas eu fiquei pensando "Se todos souberem, eu serei mais famoso, famoso em ambas identidades: Homem Aranha e Peter Parker, quer dizer... Raul Izar".

Além de ser o Homem Aranha, também sou o Batman, e Super Homem nas horas vagas....
Um cara muito chato e sedentário, digamos assim... quaaase um nerd; seria um nerd, mas nem tão inteligente.

Como todos sabem a palavra super-herói já explica o significado todo da coisa, é um herói super, e não um salvador de pessoas, que batem em ladrões de banco e observam macaquinhos na rua. Somos diferentes de toda essa palhaçada que só rola na televisão! Você acha que com o salário-mínimo de 450 reais, as condições de vida no Brasil e as baixas propostas de emprego um cara com super-poderes consegue sobreviver? Não dá, bixo! É muita pressão em cima da gente! Não seremos hipócritas, é claro que ajudamos, boaa parte do tempo, mas porra... O pessoal do governo acha que somos o quê, o Bono Vox? Isso é mó mancada com os mano, assim nem tem como eu ganhar uns trocado, ta ligado?!

Vou falar, a vida não é fácil e até mesmo nós tivemos que cair no mundo do tráfico; é um pacote ali, um playboyzin que nóis seqüestra e depois fais a troca... É o jeito hoje em dia, mermão! Se tu não faz o teu, quem é que vai fazer por ti?

Então fica aqui o meu protesto, e espero que o pessoal du governo, os mano aí das autoridade leve em consideração o nosso ponto de vista tamém... Não é porque eu consigo levantar um carro, voar, ultrapassar paredes, ficar invisível e entrar no vestiário feminino que eu vou conseguir cagar cartões de crédito!

SUPER-HERÓI TAMBÉM É GENTE! NÓIS TEM FAMÍLIA!
APOSTO QUE O PRESIDENTE DA REPUBLICA NÃO DÁ A MINIMA PRA NÓIS! NUM É PRA MENOS, ELE NÃO TEM DUAS NEGA E 5 BOCA PRA ALIMENTÁ, TÁ LIGADO?

Então é só isso ae, e um salve lá pros truta da baixada, na comunidade do Samambaia, toda galerinha que tá sempre unida, sempre na correria e arrumando uns toque que pá, pra rolar uns acerto. Isso aí, é nóis. ¥


Escrito: 04/02/2008 03h07m - Revisado: 16/03/2008 14h50 - Postado: 14/11/2009 13h40m

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

dια 21 ▫ Pinball

    Boa noite a todos que estiverem lendo a esta postagem de noite, boa tarde a todos que estiverem lendo esta postagem de tarde e um bom dia a todos que... Bem, eu acho que já deu pra sacar.
    Sabe, eu tinha até perdido a inspiração de ficar digitando pro Blog, mas sei lá, derrepente deu uma vontade, acho que foi porque fiquei lendo as postagens antigas... Bem, essa é a primeira postagem que eu escrevo por escrever, não porque aconteceu algo realmente cool que necessite ser compartilhado para todo o Planeta Terra – Ou parte dele, aquela mais High Tec.
    Todos os meus amigos sabem que sou burro; não tenho capacidade de escrever um texto, não conheço as regras de ortografia, não entendo nada de gramática e nem se quer nunca compareci em uma aula de Língua Portuguesa. Para tirar uma duvida, tive que procurar em um livro – Um livro que esta comigo já faz muitos meses, peguei emprestado com a minha prima Gisele. É bem conhecido e bastante polemico, Operação Cavalo de Tróia, de J.J. Benítez. Conta a história de um cara, cientista da NASA, que realmente acha que viajou em uma máquina no tempo; falo isso porque o nome do personagem é o nome do autor, essa foi a minha conclusão, as vezes ele é só um cara muito do metido... – uma utilização do travessão em citação similar a minha. Bem, deu pra perceber que além de burro, minhas postagens não tem um assunto fixo e interessante, eu começo falando sobre Música e acabo a postagem falando das Receitas de Minha Tatatataravó.
    Já que no parágrafo acima o assunto é livros, sobre culinária ou sobre aventuras, resolvi falar de algo que aconteceu comigo recentemente. Ontem eu tava jogando Pinball, eu nem lembrava mais que existia esse jogo aqui no computador, mas quando me lembrei de que eu sempre queria ter um computador só para ficar jogando Pinball, resolvi jogar um pouquinho. Já estava na casa dos 1 milhão de pontos, e sempre que ficava emocionante a porra da bolinha caía e o jogo acabava ¬¬’; então resolvi partir para apelação. Outro dia o meu amigo Harrinson tinha me passado um código que permitia com que o jogador movesse a bolinha com o cursor do mouse. Você abre o jogo e digita "hidden test", NÃO SE ESQUEÇA DE DAR ESPAÇO ENTRE O "N" E O "T"! Se você apertar a letra "H" novamente, irá aparecer o quadro de recordes com o placar máximo, aí é só você digitar o seu nome e já era! ^^'.
    Ta vendo só, estamos evoluindo, é a primeira coisa útil que coloco aqui! Quem tentar essa façanha, por favor, me conte depois. Aí vai uma lista com o meu placar:


    Bem, onde marca "xD", são os pontos que eu fiz controlando a bolinha com o cursor, e é nessa parte da conversa em que eu queria chegar! Eu não sei por que, não sei se isso é normal, mas cara, eu fiquei excitado controlando a bolinha! Eu não sei se é porque eu tava com aquela sensação de poder... É uma coisa assim... muito louca! Enquanto eu controlava a bolinha o que tinha em cima de minhas bolinhas ia levantando. Eu já vi tantas coisas afrodisíacas, mas uma máquina virtual de Pinball já é muito bizarro. Então né, pra eu não ficar com má fama de tarado ou algo do tipo... quem sentir algum tipo de excitação com a bolinha, deixe um comentário falando sobre, estamos todos juntos nesse barco.
    Vou indo nessa, e não antes sem deixar um grande abraço para os meus amigos dos Alcoólicos Anônimos.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

dια 01 ▫ Minha Primeira Cocaína

...Eu só quero dar saltos com minha bicicleta, mas neste instante recebo um telefonema. Meu tio dizia para ir ajudá-lo na peça de teatro, discuti com ele, disse não, não e não. Sem pensar duas vezes desliguei o telefone.
Voltei aos saltos, só que desta vez saltei tão alto, tão forte, tão longe... Me senti voando sobre duas rodas, ela saltava e saltava, de metros à metros, não se via mais o chão a baixo de mim... Segundos depois sentindo o cheiro do asfalto, me deparei com o mundo lá em baixo. Quando caí, era minha vizinhança, ruas redondas, casas padrões. Meu tio saiu de casa - louco, extremamente louco -, sem perguntas me levou para o teatro, quando olhei ao meu redor já estava lá dentro, várias pessoas, todas em seus lugares. Eu estava no palco, olhei para as cadeiras, estavam vazias. No palco, se encontravam umas 5 pessoas. Eles e elas discutiam sem parar. Assustado e confiante com toda aquela situação, me apoderei de uma faca, furei o braço de um sujeito forte, grande e alto; que estava ao meu lado. Ele olhou pra mim, irritado, tirou a faca de minhas mãos, jogou-a com tanta força para cima, em um fundo branco que acertou um rapaz, que trabalhava naquele momento.
Longe de todo aquele tumulto, agora eu estava no portão do Aracy, saindo pela secretária. Na velha e larga Av. São Paulo, olhei portão a fora e avistei outros alunos; alguns seguindo seu rumo, alguns sentados nos bancos da praça adiante. Como de costume, do meu lado estavam, Lucas e Bruno, dois colegas de classe. Comentei sobre o teatro, disse que não fui pago por meus atos. Com sorrisos maléficos eles olharam para mim
_ Você precisa do dinheiro? Quer ganhar fácil? – Disse o Bruno
_ Sim, claro! – Respondi com firmeza.
Tirou duas carteiras velhas da mochila. Já em minha posse verifiquei ambas. Com espanto e animação, toquei em cada nota de U$$100. Mais fundo de cada carteira havia pequenos sacos de cocaína. Com medo perguntei "Pra que isso?", e ele só respondeu "Você vai gostar".
À caminho da Tricolor, eu já estava eufórico de curiosidade, abri o pequeno saco, retirei uma pequena porcentagem, coloquei diante do nariz, com coragem aspirei tudo. Nada foi imediato, eles só entreolharam-se com risos, coloquei a droga no bolso e prossegui, na feira de artesanato, eu vi dois carros de polícia. Com medo, tentei disfarçar o máximo possível. Tentei evitar mas não consegui, olhei para cara dos homens da lei por uma fração de segundos, eles não desconfiaram. Peguei um pequeno panfleto amassado, levantei a mão esquerda e o soltei, aquele papel foi livremente pelos ares. Tentei colocar os pequenos sacos na mochila do Bruno, não queria acabar com a minha vida tão cedo. Sinto euforia, sinto-me no céu, usei mais um pouco do pó branco. Comecei a correr pelas ruas do Centro da cidade, feliz como nunca, gritei: "Mas eu.. Eu posso voar!", correndo nas calçadas, pulando para frente, eu flutuava, não havia gravidade, eu estava voando, literalmente voando. No fundo de meus pensamentos eu sabia que nada fora real, eu só sabia que a droga tinha me levado tal prazer, só me deu vontade de usar mais e mais.
Pés no chão; virei a banca de jornal, agora na Av. Getúlio Vargas. Carros de policia em todos os lugares, subi rapidamente as escadas do Shopping Gandara, entrei na Tricolor, estavam todos lá. Fiquei curioso ao ver o prefeito de Praia Grande, Alberto Mourão. Apertamos às mãos, na minha cabeça só havia a questão "Porque um prefeito de Praia Grande estaria fazendo campanha em Mongaguá?".
Em um pequeno dialogo com a minha irmã, perguntei:
_ Laura, o que esses polícias estão fazendo aqui?
_ Estão procurando a cocaína! – respondeu ela com ferocidade.
Depois de ter ouvido esta resposta, me senti horrível, como se fosse o centro de um tumulto, eu sabia que aquilo tinha sido uma indireta. Eu pensei em esconder elas no banheiro, mas se eles me vissem entrando lá saberiam que fui eu. Com esperanças de acabar com tudo aquilo, eu disse alto: "Estou indo lá em cima", o irmão do meu pai, Daniel, disse: "Eu vou no 3º andar". Senti um medo de que ele fosse me seguir; que ele soubesse o que eu tinha causado. Saí correndo em direção das escadas, subi até o 2º andar, me escondi em um corredor, atrás de uma parede, vi ele subindo à escada, em direção ao andar superior. Agora me senti seguro, fui correndo pelos corredores, frustrado, procurando algum lugar para me livrar daquilo, olhava para os cantos das paredes. Não estou achando! Não estou achando!, e agora? Onde eu vou esconder... Estou sentido meu tempo acabando, estou confuso. Cheguei ao ultimo corredor, não tinha mais lugar pra ir. Tirei as drogas, larguei elas em um canto. Agora meus pensamentos eram "Eu vou voltar, eles não vão me achar com nada, as drogas vão estar lá em cima, e outro leva a culpa".
Corri pelos corredores em direção a escada, desci a primeira rapidamente, parecia que não tinha fim, por um momento pensei ter visto fantasmas. Desci mais um degrau, olhei pra cima para confirmar. Eu vi várias pessoas reunidas, olhando pra mim, cada vez que descia mais eu tinha certeza que estava vendo fantasmas, eu sabia que aquilo era efeito da droga, mas havia se tornado realidade, tudo dentro de mim. Aquela imagem estática de pessoas em cima de escada me olhando me lembrava algo familiar, por um momento pensei que fosse um pôster do Slipknot que tinha em meu computador, mas eram fantasmas, fantasmas criados pela minha imaginação? Eles saíram de seus lugares, aquele que parecia ser uma mulher, um vestido branco, seus cabelos tampavam sua face, aterrorizante.


Os degraus que não tinham fim chegaram ao fim. Corri pelo primeiro piso em busca de ajuda, mas eu sabia que ninguém, além de mim veria ela. Ela corria atrás de mim, não parava e nem se cansava, quando cheguei em frente a Tricolor, ela se prendeu em minha cintura, não deixava eu sair, ela queria me levar, eu sabia que aquilo era tudo por causa da droga, mas parecia mais real do que a própria realidade. Eu olhava para dentro da loja e não percebiam, consegui me soltar, corri para dentro da Tricolor. Enfim seguro, naquele momento eu só não queria sentir os contras da droga, não queria mais a droga.


Medo, medo, medo e mais medo. Me libertei, olhos arregalados, apertei os lençóis de minha cama. Acordei de um sonho? Ou seria um pesadelo?
Free Counters