sexta-feira, 25 de julho de 2008

dια 25 ▫ Todas as Noites

Estava eu, dormindo, como um bebê, feliz e tranqüilo. Como sempre, alegria de pobre dura pouco... Ouço um barulho distante, saindo de meus sonhos e voltado a realidade, percebo que é a porra do despertador, que minha mãe colocou em meu quarto. Depois de ter jogado o utensílio contra parede, foi a vez de perceber que a janela aberta, fazia aquele sol filho de um puta iluminar a minha cara e torrar os meus miolos.

Saindo do meu quarto, vou ao quintal, de lá eu fico olhando para o céu azul, - sim, eu vi isto na televisão - olhos ardentes, tentei continuar, já lacrimejando e com o mesmo sol, amiguinho do despertador, eu resolvi desistir, ohh, lá se foi uma guerra, e eu a perdi.

Passando pelo corredor, comecei a tossir que nem um condenado, sorte um médico não ter visto, me internaria achando que eu fosse tuberculoso... Poderia ser pior, um padre tentando me exorcizar. Ta bom, chega de exageros, passando pela cozinha, peguei um remédio, enchi o potinho e engoli aquilo, não me pergunte o que era, só sei que tinha bom cheiro.

Chegando aqui, - em meu quarto - ligo o computador, e começo a escrever. Procurando uma música para entreter, fui na pasta “Capital Inicial” em busca de “Geração Coca Cola”, eu sei que eles gravaram essa música, mas à que tenho é do Legião Urbana, foda-se, ouvindo ela, como se nada mais pudesse atrapalhar, me vem aquela vontade... Abro a janela, e lá se vai saindo pela minha boca um catarrão grande, volumoso e amarelo... ou não, talvez verde. Ainda tenho minhas duvidas se aquilo caiu na cabeça de alguém... ok, eu não moro em prédio, não descarto a opção de ter caído em uma formiga ou um acaro!

Já que eu já escrevi tudo que tinha direito, vamos aproveitar que essa postagem está pequena... Eu gosto muito de viver à noite, motivo pra não conseguir olhar pro céu [?]. É nela que passo meus melhores momentos com amigos, o horário que as pessoas mais fazem sexo, bandidos roubam lojas, e uma porção de coisas legais ou não legais.

Agora indo direto ao assunto, para finalizar essa palhaçada toda, vai uma música cantada pelo Capital Inicial, não sei se é deles ou se foi só interpretação... Todas as Noites.

Todas as noites são iguais
Os meninos satisfeitos e as meninas querem mais
Sonhos caem como chuva
E é tarde demais, eu não consigo dizer não

Hoje à noite tudo pode acontecer
Quem olhar nos olhos vê bares e sedução
Num canto escuro pequenos goles de solidão
A noite esclarece o que o dia escondeu, eh...
O que o dia escondeu...

Meia noite, noite inteira, 3, 4, 5 da manhã
Eu vou embora, mas eu sempre volto atrás
Porque as noites são todas iguais!
Todas iguais

Todas as noites são iguais
De longe os disfarces parecem reais
Mãos me vestem como luva
E é tarde demais, eu não consigo dizer não

Hoje à noite é cedo até amanhecer
Quem olhar nos olhos vê estrelas no chão
Num canto escuro pequenos goles de solidão
A noite esclarece o que o dia escondeu, yeah...
O que o dia escondeu

Meia noite, noite inteira, 3, 4, 5 da manhã
Eu vou embora, mas eu sempre volto atrás
Porque as noites são todas iguais!
Todas iguais

na, na, na, na,na...
na, na, na, na,na...
na, na, na, na,na...
na, na, na, na,na...

Meia noite, noite inteira, 3, 4, 5 da manhã
Eu vou embora, mas eu sempre volto atrás
Porque as noites são todas iguais!
Todas iguais

Meia noite, noite inteira, 3, 4, 5 da manhã
Eu vou embora, mas eu sempre volto atrás
Porque as noites são todas iguais!
Todas iguais...
Todas iguais...
Todas iguais...